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03/11/2009 - 09h54

UE revisa em alta crescimento de Portugal para este ano

Bruxelas, 3 nov (Lusa) - A Comissão Europeia (órgão Executivo da União Europeia) está mais otimista em relação à contração da economia portuguesa, que deverá ser de -2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, enquanto em 2010 terá expansão de 0,3%, de acordo com as previsões de Outono do bloco europeu.

Nas estimativas da Primavera, feitas em 4 de maio, a Comissão calculava um recuo de 3,7% em 2009 e uma queda de 0,8% para o ano que vem.

O Executivo da UE acredita que a estagnação da atividade econômica em 2010 será causada pela inércia da procura interna, que apenas aumenta de forma moderada no ano seguinte.

A evolução econômica de Portugal segue a dos principais parceiros europeus.

Este ano, as economias da zona do euro e da UE registrarão retrocessos na ordem dos 4,0%, mas terão um leve crescimento (de 0,7%) em 2010, segundo as previsões econômicas de Outono do bloco.

As projeções da Comissão também são mais otimistas neste apanhado do que as divulgadas na Primavera, que indicavam que somente em 2011 os países da zona do euro e da UE voltariam a crescer.

A revisão mais positiva levou o Executivo do bloco a afirmar que "a economia da UE está no caminho da retomada gradual" e está saindo da recessão.

Nas estimativas da Primavera, a Comissão Europeia calculava que as economias da zona do euro e dos 27 países-membros do bloco registrariam, este ano, uma contração de 4,0% e, ainda em 2011, apresentariam um crescimento negativo de 0,1%.

Na análise de Outono, divulgada nesta terça, o Executivo do bloco europeu mantém basicamente as estimativas para a queda do PIB este ano (4,1% na União Europeia e 4,0% na zona do euro), mas afirma que em 2010 já será verificada uma expansão de 0,7%, tanto no conjunto da UE quanto no espaço monetário único, que será de 1,5% e 1,6%, respectivamente, em 2011.

Sustentando que a retomada prevista a médio prazo se deve a uma evolução positiva das condições financeiras e da conjuntura internacional, assim como às medidas orçamentais e monetárias adotadas, a Comissão Europeia adverte, porém, que outros fatores deverão seguir travando a força da expansão.

Para o Executivo do bloco, uma dessas correntes adversas são as condições do mercado de trabalho, que devem permanecer fracas, com a taxa de desemprego ultrapassando os 10% em 2010.
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