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05/11/2009 - 12h27

Comércio entre China e lusófonos cai 29% até setembro

Macau, China, 5 nov (Lusa) - As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa caíram 29,27% entre janeiro e setembro, até US$ 43,53 bilhões (R$ 75,15 bilhões no câmbio atual), em comparação com os primeiros nove meses de 2008.

Apesar de negativas, as trocas comerciais demonstram alguma recuperação em relação a agosto, quando a queda era de 31,64%, considerando os oito primeiros meses de 2009 e o mesmo período do ano passado.

Dados oficiais da Alfândega chinesa indicam que o país comercializou, para os oito lusófonos, produtos no valor de US$ 12,84 bilhões (R$ 22,17 bilhões), frente a importações de US$ 30,69 bilhões (R$ 52,98 bilhões).

Os números dos primeiros nove meses de 2009 traduzem reduções parecidas nas exportações chinesas, de 31,98%, e nas importações da China, de 28,07%.

O Brasil segue sendo o principal parceiro lusófono chinês, com um volume de trocas comercias de US$ 30,48 bilhões (R$ 52,62 bilhões), uma queda de 21,1% em relação ao período que vai de janeiro a setembro de 2008.

As exportações da China ao Brasil somaram US$ 9,35 bilhões (R$ 16,14 bilhões), uma redução de 37,3%, enquanto as importações chinesas atingiram US$ 21,12 bilhões (R$ 36,46 bilhões), o que representa menos 10,9%.

Com Angola, o segundo maior parceiro chinês entre os países de língua portuguesa, as trocas comerciais atingiram US$ 10,96 bilhões (R$ 18,92 bilhões), uma redução de 47,4% frente aos nove primeiros meses de 2008.

Já as aquisições chinesas de produtos angolanos fixaram-se em US$ 9,12 bilhões (R$ 15,74 bilhões), uma queda de 51,3%, enquanto as vendas para o país africano somaram US$ 1,8 bilhão (R$ 3,11 bilhões), ou menos 12%.

Para Portugal, o terceiro principal parceiro comercial da China, as importações de produtos chineses totalizaram US$ 1,3 bilhão (R$ 2,24 bilhões), enquanto as comercializações para o país asiático totalizaram US$ 335,6 milhões (R$ 579,35 bilhões).

Os números indicam uma redução de 20,4% nas exportações chinesas à nação europeia e uma alta de 21,5% nas vendas de Portugal para a China.

A China estabeleceu a região administrativa especial de Macau como sua plataforma para reforçar a cooperação econômica e comercial com os países lusófonos em 2003, quando foi criado o fórum que se reúne em nível ministerial de três em três anos.
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