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06/11/2009 - 09h27

Imagem lusa junto a investidores pior em 2009, diz análise

Lisboa, 6 nov (Lusa) - A imagem de Portugal junto aos investidores estrangeiros piorou nesta ano em relação a 2008, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pela consultoria Ernst Young.

De acordo com o relatório sobre Investimento Estrangeiro Direto (IED), o setor que mais contribuiu para a deterioração da imagem de Portugal no exterior foi o da produção de bens de consumo.

Os setores da Energia e de Telecomunicações foram, por sua vez, responsáveis pelas respostas mais positivas dos investidores sobre a percepção que têm do ambiente de negócios em Portugal.

Em declarações à Agência Lusa, o diretor da Ernst Young, José Gonzaga Rosa, explicou que as percepções dos investidores apontam "de forma concisa para algum ceticismo sobre a capacidade de os governos endereçarem políticas no sentido de resolverem os principais inibidores do investimento direto estrangeiro".

De acordo com ele, existem essencialmente dois pontos fracos do ambiente de negócios português e que são, por um lado as ineficiências do sistema judicial, e por outro as falhas do sistema fiscal.

"São dois pontos que não têm a ver diretamente com a economia, mas que acabam por ser um fator inibidor muito forte em termos de investimento estrangeiro", disse Rosa.

Por outro lado, acrescentou, existe certa descrença quanto à capacidade dos sucessivos governos de efetuarem políticas eficientes com vista à resolução daqueles dois inibidores de IED.

Pela positiva, a consultoria destaca o fato de Portugal ter "aparentemente resistido de forma satisfatória à crise iniciada em 2007/08".

Isto porque, explicou Rosa, o saldo de IED manteve-se em 2008 nos 2,4 bilhões de euros, um pouco acima do valor que nós tínhamos registrado em 2007.

"Olhando apenas para os números acabou por ter um desempenho satisfatório e aliás os valores de 2008 estão na média dos anos de 2007, 2005 e 2004", afirmou.
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