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06/11/2009 - 10h22

Portugal atrai pouco investimento estrangeiro, aponta estudo

Lisboa, 6 nov (Lusa) - Portugal apresentou no ano passado uma das mais baixas taxas de investimento estrangeiro direto (com 59%), ficando consideravelmente abaixo da média europeia, que foi de 74%, segundo um estudo divulgado nesta sexta-feira pela consultoria Ernst Young.

"Isto aconteceu porque um número significativo de projetos foi trazido para Portugal por companhias já ativas no país e, sobretudo, no setor automobilístico", aponta estudo da consultoria sobre Investimento Estrangeiro Direto (IED).

Por cada projeto realizado com capital estrangeiro em Portugal gerou-se uma média de 157 postos de trabalho, um número bastante acima dos países europeus, de 70 vagas geradas.

Este fato explica-se, de acordo com o diretor da Ernst Young, José Gonzaga Rosa, pelo fato de os negócios em Portugal estarem muito concentrados na produção, sobretudo na indústria automobilística.

Entretanto, ele acrescenta que o IED na Europa caracteriza-se pelo fato de criar cada vez menos postos de trabalho, já que tem havido foco na área de pesquisa e não na produção e serviços.

"Mas a tendência em Portugal aponta também claramente para a diminuição", adiantou.

Além disso, o estudo indica que a grande parte de IDE é de origem industrial, apesar do forte desenvolvimento da área de Marketing e Vendas dos últimos dez anos no país.

O litoral português, sobretudo Lisboa e Norte (com especial incidência no Porto e Braga) são as localizações preferidas para entrada de IED.

O investimento luso no exterior, por sua vez, situa-se sobretudo na Espanha, Reino Unido, Polônia e França.

Em termos de setores, a energia limpa é o setor que mais se destaca em termos de captação de IED, principalmente na área eólica.

"Esperamos em termos prospectivos que o sector das energias renováveis venha a crescer além da posição que Portugal tem já no setor, sobretudo a nível das energias eólicas e solar", disse Rosa.

O ramo da saúde, como a indústria farmacêutica, biotecnologia e os dispositivos médicos também são áreas de aposta do capital externo em Portugal.
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