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07/11/2009 - 17h47

Sindicato luso lamenta falta de políticas setoriais do governo

Porto, 7 nov (Lusa) - O secretário-geral da União Geral de Trabalhadores de Portugal (UGT), João Proença, criticou neste sábado, no Porto, a ausência de políticas setoriais do governo, por afirmar que isso condiciona a modernização e sustentação de setores de atividade.

"Quando nos questionamos sobre qual é a política para o setor têxtil, para o setor das confecções ou da eletrônica, percebemos que não há verdadeiramente uma política", disse Proença durante a tomada de posse dos órgãos eleitos da UGT/Porto, presidida pelo dirigente do Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN), João Dias da Silva.

Segundo o secretário-geral da UGT, "o Ministério da Economia tem de estar preocupado com as políticas setoriais, porque, de fato, na região Norte do país, a ausência dessas políticas setoriais prejudica fortemente a redinamização da economia".

"A única política setorial que tem tido é a da energia e tem havido uma recusa sistemática de políticas de dimensão setorial, dizendo que as empresas é que têm de socorrer as medidas gerais de política", criticou o dirigente sindical.

"Nós entendemos que essa é uma visão errada dos problemas da economia", acrescentou.

Proença disse ainda já ter pedido uma reunião com o ministro da Economia para abordar estas questões.

"É o desenvolvimento de políticas setoriais que dão resposta ao problema do desemprego de certas regiões, nomeadamente da região Norte, que tem uma das mais elevadas taxas de desemprego", ressaltou.

No congresso da UGT/Porto foram debatidos também os estatutos da nova união de sindicatos e as ações reivindicativas a serem desenvolvidas na região.
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