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12/11/2009 - 18h36

Portugal vira 3° destino europeu de fundos de investimentos

Lisboa, 12 nov (Lusa) - O mercado português passou a ser o terceiro principal destino europeu da concentração das maiores aplicações dos fundos de investimento mobiliário (FIM), com 12,5% do total das aplicações, atrás do Reino Unido e de Luxemburgo.

"Em outubro, Portugal subiu à terceira posição dos destinos que concentram os maiores investimentos dos FIM, com 12,5 por cento da totalidade das aplicações, ficando atrás do Luxemburgo (36,4%) e do Reino Unido (13,1%)", de acordo com os indicadores de síntese divulgados nesta quinta-feira pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Já as aplicações em ações nacionais e estrangeiras dos FIM diminuíram 2,7% e 2,4%, respectivamente, no mês de outubro de 2009. Porém, o valor sob gestão dos organismos de investimento coletivo em valores mobiliários (OICVM) subiu 3,3% para 11,5 bilhões de euros e o dos fundos especiais de investimento diminuiu 0,6% para 5 bilhões de euros, graças ao crescimento das aplicações nos mercados obrigacionistas.

"Embora as obrigações estrangeiras continuem a somar a maior parcela de investimento dos FIM, com 44,1 por cento do valor global sob gestão, a dívida pública nacional e os outros fundos públicos estrangeiros ganharam relevo ao registrar aumentos de 94,8 por cento e de 327,9 por cento em outubro, respectivamente", assinalou o supervisor dos mercados.

Nas componentes acionistas dos FIM, o BES continua a ser o título nacional que absorve a maior proporção do valor sob gestão, 26,4% do total aplicado no mercado português, seguido da Semapa (6,9%), da Zon Multimédia (6,1%) e da Galp Energia (5,6%).

Em relação aos mercados internacionais, as principais escolhas dos FIM foram os títulos do brasileiro Banco Bradesco (37,5% das aplicações fora da União Europeia) e dos espanhóis Banco Santander e da Telefónica (3,7% e 3,3% das aplicações nos mercados da União Europeia, respectivamente).

"As sociedades gestoras com as maiores cotas de mercado em outubro foram a Caixagest (22,9 por cento), a ESAF (20,0 por cento) e a Santander Asset Management (18,6 por cento). O Espírito Santo Monetário, que tinha 860 milhões de euros sob gestão em outubro, continuou a ser o FIM de maior dimensão", informou a CMVM.
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