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13/11/2009 - 10h58

PIB luso sinaliza recuperação do investimento, diz ministro

Porto, 13 nov (Lusa) - O ministro português das Finanças destacou nesta sexta-feira que o crescimento de 0,9% da economia portuguesa no terceiro trimestre deste ano superou as expectativas e é o maior dos últimos dois anos, revelando importantes "sinais de recuperação do investimento".

Teixeira dos Santos disse, em declarações aos jornalistas, no Porto, que "é um crescimento mais acentuado do que muitos analistas esperavam e, seguramente, o maior crescimento trimestral dos últimos dois anos, desde antes do início da crise, em 2007".

Em relação à quebra de 2,4% em relação ao mesmo período de 2008, o ministro desvalorizou, considerando que, sobre os trimestres anteriores, "a quebra do crescimento que se tem vindo a verificar na economia portuguesa está a atenuar-se".

"Começamos o ano com um crescimento anual negativo de quatro por cento, no segundo trimestre deste ano foi de 3,7 por cento negativo e, agora, é de 2,4 por cento negativo, portanto há uma clara atenuação da queda do crescimento na economia portuguesa", sustentou.

Segundo salientou, esta evolução "aponta para que a queda para o conjunto do ano de 2009 venha a ser menor do que a que se esperava há uns meses atrás, e vem confirmar as previsões mais recentes avançadas pela Comissão Europeia".

No seu comentário aos dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), Teixeira dos Santos destacou ainda que, "de acordo com alguns indicadores, analistas e, mesmo, um pouco nas entrelinhas do destaque do INE", são notórios, "por detrás deste crescimento do terceiro trimestre, sinais de recuperação do investimento", destacou.

"Penso que este fato deve ser realçado porque é um sinal importante para a economia portuguesa, para que possa ter um crescimento mais sustentado no futuro e para que se possa modernizar", considerou.

Para o ministro, esta recuperação do investimento resulta da "regularização" das condições de financiamento nas economias, "depois de grande perturbação no mercado financeiro", o que "tem também reforçado a confiança dos agentes econômicos", à qual o investimento "é muito sensível".

"O fato de começarmos a ter sinais mais fortes de que a crise se vai dissipando, embora subsistam algumas incertezas, de haver uma normalização do sistema financeiro e de as medidas de apoio à economia começarem a dar alguns resultados começa a dar alguma confiança aos agentes econômicos, e daí a sua predisposição em investirem e consumirem, o que traz dinâmica à economia", concluiu.
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