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16/11/2009 - 09h00

Crise adia 60% da construção de shoppings em Portugal

Lisboa, 16 nov (Lusa) - Seis de cada dez shoppings portugueses com inauguração prevista para este ano não chegaram a abrir por causa da crise econômica, revela o presidente da Associação Portuguesa de Centros Comerciais, António Sampaio de Mattos.

"Alguns destes projetos estão mesmo suspensos, outros ainda poderão vir a abrir, mas não este ano", afirmou Mattos.

Embora não tenha sido inaugurada nem metade dos centros comerciais projetados para este ano, o balanço da abertura destes espaços vai ser positivo no final deste ano por ter sido inaugurado recentemente o Dolce Vita Tejo, na Amadora, que tem uma área de 122 mil metros quadrados - quase o dobro do Dolce Vita Braga, com 65 mil metros quadrados.

O próximo ano, adverte Mattos, "vai ser pior. Se tudo estivesse normal, nesta altura do ano os promotores já tinham apresentado mais alguns projetos".

Para 2010 está prevista a construção de oito shoppings, mas Mattos não quis adiantar quantos deverão ser realmente inaugurados.

Entretanto, ele defende que Portugal tem capacidade para receber mais centros comerciais: "É difícil dizer que o mercado está saturado, até porque comporta sempre mais um, nem que seja à custa dos que já existem, ou dos piores que já existem. Vivemos numa economia de mercado e se aparece alguém com qualidade para se impor no mercado tem o direito de se impor e ganhar cota de mercado".
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