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16/11/2009 - 16h45

Crise afetou turismo no Norte de Portugal, afirma relatório

Porto, 16 nov (Lusa) - A atual crise internacional tem provocado "consequências negativas" para o turismo na região Norte, um setor cuja importância na economia regional representa 4,3% do Valor Agregado Bruto (VAB), afirmou o relatório "O Turismo na Região Norte de Portugal. Edição de 2009", da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN).

O estudo, divulgado nesta segunda-feira, afirma que a "retração da procura interna e externa, resultante da atual crise internacional, tem vindo a acarretar consequências negativas para este setor na região Norte e no país".

O documento indica que "esta situação torna muito difícil a realização de um balanço da atividade neste setor e, mais do que isso, de qualquer exercício prospectivo".

Em entrevista à Agência Lusa, o coordenador do Observatório das Dinâmicas Regionais do Norte, Rui Monteiro, responsável pela elaboração do trabalho, disse que o relatório tem como objetivo monitorar o turismo na região.

Para elaborar o estudo, a Comissão utilizou, sobretudo, números relativos ao turismo publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), entre 2002 e 2008.

"Nota-se que a região Norte tem muita oferta de unidades de turismo de pequena dimensão; temos mais turismo em espaço rural do que hotelaria clássica", ressaltou.

Números

O documento afirma que "as unidades de turismo em espaço rural foram responsáveis pelo crescimento registrado em nível nacional (50%) e na região (67%)".

Em 2008, houve 5.513 pernoites nas unidades de alojamento turístico coletivo (UATC) do Norte, sendo que turistas portugueses foram responsáveis por 61% desse total.

Outro dado indica qual o tipo de turista, e afirma que a região Norte "depende muito do mercado interno alargado, ou seja, de portugueses e espanhóis", explicou.

"O resto [dos turistas internacionais] tem um peso quase residual", disse.

Monteiro destacou ainda que, na região, o Porto e o Minho são os principais destinos.

"Significam o essencial da nossa procura e oferta turística", disse o coordenador do trabalho, que afirmou que as duas cidades "têm uma grande dimensão", concentrando "quase 90% do total de pernoites na região Norte".

Já o Douro e Trás-os-Montes, para Monteiro, são regiões que, embora registrem crescimento, "precisarão certamente de mais investimento empresarial privado" para se destacarem.

O relatório informou ainda que "6,3% do emprego da região estão atrelados ao ramo do alojamento e restauração".
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