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16/11/2009 - 15h00

Relação econômica entre Moçambique e Angola deve melhorar

Maputo, 16 nov (Lusa) - A inauguração da ligação aérea entre Maputo e Luanda levará Moçambique e Angola a reavaliarem suas relações comerciais, porque as atuais "não são as mais desejáveis", disse à Agência Lusa o embaixador angolano em Maputo, Garcia Bires.

Em entrevista concedida no aeroporto internacional de Maputo, antes da partida para a capital angolana, Bires assegurou que as duas nações vão reavaliar a parceria econômica, pelo fato de, no futuro, poder-se "assistir uma nova dinâmica na relação entre os dois países".

"Infelizmente, hoje, as relações comerciais ainda não são as mais desejáveis, tendo em conta os níveis de desenvolvimento dos nossos países", disse.

"Mas com o andar do tempo, não só no quadro da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), mas também no conjunto de relações que se prevêem entre Angola e Moçambique, iremos assistir uma nova dinâmica na relação entre os dois países", acrescentou.

A LAM iniciou hoje a ligação Maputo-Luanda, num voo inaugural em que viajam 50 empresários para tentar fortalecer na capital angolana laços de cooperação e novas parcerias.

O voo é efetuado com um avião Embraer 190, que a LAM comprou já este ano do Brasil e que tem capacidade para transportar 93 passageiros.

Além disso, os ministros moçambicanos dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, das Finanças, Manuel Chang, e do Interior, José Pacheco, viajaram para Luanda no voo inaugural, além do embaixador de Angola em Maputo, Garcia Bires.

"Futuramente, poderemos falar de um nível de relações econômicas em vários sectores. Hoje tudo está limitado, mas creio que no futuro próximo vamos reavaliar e encontrar novas formas de cooperação entre Angola e Moçambique", afirmou o diplomata.

Questionado sobre a viabilidade de os empresários moçambicanos conquistarem o competitivo mercado angolano, Bires declarou: "tenho a certeza de que os empresários moçambicanos poderão investir em vários setores em Angola, sobretudo os que não exigem elevadas somas".

"É uma questão de saber o que nos interessa hoje e amanhã, naturalmente com os interesses angolanos e capacidades moçambicanas e também obedecendo todo um programa que Angola tem sobre o desenvolvimento", afirmou.

Quanto às áreas que serão exploradas, o embaixador disse que "cabe aos interessados (empresários moçambicanos) discutirem com os seus homólogos angolanos".

"A delegação que vai a Luanda terá por missão procurar as áreas onde o empresariado angolano poderá colaborar. É uma questão de oportunidade, mas o futuro nos dirá", concluiu.
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