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18/11/2009 - 16h52

Empresas lusas precisam de mais logística, diz associação

Lisboa, 18 nov (Lusa) - O presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), Jorge Rocha de Matos, afirmou nesta quarta-feira que a logística "é fundamental" para que as economias de Portugal e Espanha possam superar os desafios e para que as empresas dos dois países sejam mais competitivas internacionalmente.

"Os desafios que as economias portuguesa e espanhola têm de enfrentar, nos próximos anos, são de tal importância que a logística é fundamental para que as empresas dos dois países sejam mais competitivas internacionalmente", disse o dirigente empresarial, em Lisboa.

Ele falou na assinatura do protocolo de colaboração firmado entre a AIP e a Confederação de Empresários da Galiza (CEG), que tem como objetivo fomentar a melhoria da competitividade do sistema empresarial e apoiar e promover a cooperação entre as companhias portuguesas e galegas, assim como consolidar sua posição no exterior.

Perguntado pelos jornalistas sobre o Trem de Grande Velocidade (TGV), Rocha de Matos considerou que a ligação Lisboa-Madrid-Barcelona "é a forma mais adequada" de fazer essa conexão.

"Esta ligação deve ser feita no quadro de uma parceria mais alargada e Ibérica", disse.

Por sua vez, o presidente da confederação espanhola, António Fontenla Ramil, expressou satisfação com a assinatura do protocolo, e destacou que sempre há "um bom momento para fazê-lo".

Ele lembrou que a atual situação de crise internacional pode ser vista como favorável para aumentar a colaboração entre empresas galegas e portuguesas.

"Preocupamo-nos mais com o imediato do que com o médio a longo prazo. É fundamental aumentar o intercâmbio entre as empresas galegas e portuguesas, não ficarmos apenas pelo Norte de Portugal, avançarmos para o resto do país e reforçarmos a cooperação internacional, através de ganhos de escala", acrescentou.

Comércio bilateral

Os fluxos comerciais entre Portugal e Galiza são superiores às relações que esta região autônoma tem com todos os países ibero-americanos, apresentando "um saldo comercial com Portugal bastante estável, mas que deve ser reforçado", destacou o dirigente empresarial espanhol.

Fontenla Ramil disse ainda que os políticos e as autoridades responsáveis pelo assunto devem olhar para as ligações por TGV na ótica da circulação das pessoas, mas, sobretudo, de mercadorias.

Ele afirmou que os portos portugueses e galegos são muito competitivos e devem concorrer com os do Norte da Europa.

A Espanha é o maior fornecedor e consumidor de bens portugueses, e há três regiões - Galiza, Madri e Catalunha - que são estratégicas.

"No âmbito de um reordenamento estratégico no quadro ibérico é natural que tentemos fazer uma aproximação com as regiões que são mais próximas em termos de relações e comércio", explicou o presidente da AIP.

A associação portuguesa considera que este acordo tem como objetivo fazer com que "as empresas portuguesas e galegas façam parcerias no quadro internacional para abrangerem mais e maiores mercados, numa ótica de diversificação, sem prejuízo da aposta nos mercados internos que satisfaçam os clientes".
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