UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

18/11/2009 - 15h52

Multinacionais espanholas apostam no crescimento da AL

Madri, 18 nov (Lusa) - Três das multinacionais espanholas com maior presença na América Latina - Telefónica, Repsol YPF e Gás Natural -, manifestaram-se nesta quarta-feira confiantes nas perspectivas econômicas da região. Entretanto, as companhias pedem mais reformas estruturais.

Os presidentes das três empresas - César Alierta (Telefónica), Antonio Brufau (Repsol YPF) e Salvador Gabarró (Gas Natural) -, participaram em Madri no 11º Fórum Latibex, organizado pela Bolsas e Mercados Espanhóis (BME).

Destacando a solidez econômica da região e o potencial de crescimento em setores como a energia e as telecomunicações, os três presidentes consideram que é necessário sedimentar a regulação no continente.

Vincadas ficaram também algumas reivindicações de Gabarró, por exemplo, a considerar que os grandes investimentos a longo prazo necessitam de regulamentação "clara, estável e confiável".

Por isso, ele pediu aos governos da região para que apostem em quadros de regulação "cada vez mais transparentes" que "garantam um entendimento mutuo entre governos e empresas".

Por outro lado, António Brufau insistiu que a crise deve servir aos governantes latinos como "toque de atenção" para melhorar o capital humano e modernizar a administração.

Os comentários surgem num momento em que organismos como o FMI antecipam um crescimento global da América Latina de 2,9% para 2010, uma forte recuperação depois da contração de 2,5% prevista para este ano.

Além disso, o nível de expansão deverá se consolidar para um nível em torno dos 4% entre 2011 e 2014, acima das previsões para os Estados Unidos e zona do euro.

Telecom

Também César Alierta destacou os bons prognósticos para o setor das telecomunicações, com a Telefonica prevendo alcançar os 210 milhões de clientes até 2012.

O crescimento do ramo na região deverá chegar a uma média anual de 6,9% entre 2009 e 2013.

Discursando na mesma sessão, o presidente da BME, António ZOido, destacou o fato da América Latina estar saindo da crise de forma mais rápida e com mais solidez que outras regiões do mundo.

Níveis de dívida "muito razoáveis", escassa exposição a ativos financeiros tóxicos, uma estrita disciplina orçamental e o forte controle da inflação são fatores positivos.
Hospedagem: UOL Host