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19/11/2009 - 14h34

Empresas de lusófonos buscam negócios na África Ocidental

Bissau, 19 nov (Lusa) - A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vê com bons olhos a entrada de suas empresas no mercado da União Econômica e Monetária da África Ocidental (Uemoa), da qual parte a Guiné-Bissau faz parte, disse nesta quinta-feira um responsável da organização.

Segundo o secretário-geral do Conselho Empresarial da CPLP, Francisco Mantero, as empresas dos países lusófonos veem com "muita expectativa" a possibilidade de uma abertura de suas atividades para "um mercado de 240 milhões de pessoas" a partir da Guiné-Bissau.

"A Guiné-Bissau é o único Estado da CPLP que é também membro da Uemoa. Estamos a perceber aquilo que terá de ser feito para que a Guiné-Bissau seja uma plataforma dos interesses lusófonos na região da Uemoa, que é um mercado de 240 milhões de pessoas", afirmou Mantero, em entrevista aos jornalistas ao fim de uma audiência com o primeiro-ministro guineense, Carlos Gomes Júnior.

Além da Guiné-Bissau, a Uemoa é formada por Senegal, Mali, Togo, Benin, Burkina Fasso, Níger e Costa do Marfim.

Mantero está em Bissau no âmbito dos preparativos finais para a Assembleia Geral Extraordinária do Conselho Empresarial da CPLP, que vai transformar a organização em confederação empresarial , e também para organizar a semana empresarial da comunidade lusófona.

Os dois acontecimentos acontecerão entre 7e 14 de dezembro, em Bissau.

Ainda sobre a possibilidade de acesso ao mercado da União Econômica e Monetária da África Ocidental a partir da Guiné-Bissau, Mantero considerou que se isso acontecer, todos os países lusófonos serão beneficiados.

Nos contatos já realizados junto às autoridades da Guiné-Bissau, o secretário-geral do Conselho Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa disse ter ficado com a impressão de que "existe a consciência do papel fundamental que a Guiné-Bissau poderá desempenhar na abertura do mercado da Uemoa à CPLP".

"Dos contatos com o primeiro-ministro e outros elementos das autoridades do país há, de fato, uma grande vontade de o país desempenhar esse papel nesta região da Uemoa em benefício não só dela própria, mas também dos outros sete Estados da CPLP e de suas empresas", afirmou Mantero.

"Estamos, neste momento, a perceber aquilo que é preciso fazer na prática para a materialização desses objetivos", ressaltou o secretário-geral do Conselho Empresarial da CPLP.
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