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20/11/2009 - 18h12

BES Angola festeja prêmio da Unesco de 'Banco do Planeta'

Lisboa, 20 nov (Lusa) - O presidente do Banco Espírito Santo Angola (BESA), Álvaro Sobrinho, explica em entrevista exclusiva à Agência Lusa o percurso que levou a instituição a ser distinguida pela Unesco como o 'Banco do Planeta', realçando o acréscimo de responsabilidade que o prêmio implica.

"Em primeiro lugar é uma surpresa que é acompanhada por uma grande responsabilidade", destacou Álvaro Sobrinho, no dia em que o BESA recebe em Lisboa a distinção que é pela primeira vez atribuída a um banco africano, numa cerimônia que contou, entre outras personalidades, com a presença da ministra do Ambiente, Dulce Pássaro.

O presidente do BESA acrescentou que receber este prêmio "é um orgulho muito grande", que assume ainda mais importância num momento em que se aproxima a Conferência de Copenhague sobre Alterações Climáticas - que ocorrerá entre 7 e 18 de dezembro na capital dinamarquesa.

"É importante receber esta distinção no momento em que se discute a sustentabilidade do Planeta. Pertencemos a um grupo financeiro com preocupações muito grandes ao nível da responsabilidade social e do ambiente e o prêmio traz uma responsabilidade muito grande para Angola", frisou o presidente do BESA.

O responsável do banco angolano do Grupo BES considerou que esta distinção premia a atuação do BESA "desde o início da sua atividade", recordando que existe uma estratégia de longo prazo que pretende garantir retorno para os acionistas, para além de promover a responsabilidade social dentro da instituição.

"O modelo de expansão do banco, que agora está mais solvente e estável, pretende fazer o mesmo [promover a responsabilidade social] com a sociedade civil", explicou Álvaro Sobrinho, apontando para o caminho percorrido até esta distinção.

O primeiro passo para este objetivo passou pelo lançamento de um fundo de solidariedade em Angola, seguiu-se o apoio à criação de um comité nacional da Unesco em Angola, destinado a promover ações para sensibilização e debate nas questões da educação, apoio social e proteção ao ambiente, bem como a estreia do projeto BESACultura, que visa apoiar os artistas angolanos e projetá-los internacionalmente.

"Uma das missões de maior sucesso foi a integração da população angolana que tinha fugido do país por causa da guerra", disse o presidente, frisando "a grande intervenção junto do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR)".

O BESA é neste momento o único parceiro oficial do Fórum Africano pelo Desenvolvimento Sustentável, que terá início em 2010 e que pretende fomentar o debate sobre as soluções que minimizem o impacto das alterações climáticas e que promovam o desenvolvimento sustentável de África, fato que também terá pesado para a distinção dada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
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