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23/11/2009 - 12h16

Portugal atrela futuro de sua economia a 'emergentes' e Ásia

Lisboa, 23 nov (Lusa) - O ministro português da Economia considerou nesta segunda-feira que o fenômeno da globalização implica que os setores empresariais tenham consciência de que o futuro do país está focado nos mercados internacionais, como o continente asiático ou "as economias emergentes".

"O nosso futuro joga-se no espaço ibérico e no europeu, mas também noutras zonas do mundo, voltadas para o Atlântico Sul, para a Ásia, para a valorização do continente africano", declarou José Vieira da Silva, frisando que a "dinâmica do mundo se faz também na América e nas economias emergentes".

E acrescentou: "Percorremos os mesmos caminhos que os portugueses de quinhentos".

O ministro da Economia, Inovação e Desenvolvimento dirigia-se a 550 jovens que se encontravam reunidos no Grande Auditório do ISCTE e que foram selecionados para estagiar em empresas e organizações multinacionais, no âmbito do programa INOV Contato.

Na véspera de viajar para vários pontos do mundo, em estágios de seis meses, o ministro da Economia alertou estes jovens para a importância do programa.

"Representa uma afirmação, uma vontade que tem enorme relevo para a economia e sociedade portuguesa. Colocar 550 jovens licenciados em vários pontos do mundo para terem experiências profissionais em inúmeras áreas de atividade é uma das contribuições mais decisivas para o sucesso do nosso crescimento e desenvolvimento", disse José Vieira da Silva.

Ao longo da sessão de abertura de uma formação de quatro dias, o governante recordou ainda o período histórico em que Portugal "se fechou ao exterior" e "perdeu a capacidade de ambicionar".

Por isso, o ministro reafirmou que "uma coisa é certa: caminhamos cada vez mais para um processo de globalização. Este processo envolve novos agentes, novos parceiros, novos países. É aí que temos de jogar".

Antes, o presidente do AICEP, Basílio Horta, recordou que os jovens estagiários serão "a cara de Portugal no mundo", irão obter "uma extensa rede de contatos" e deverão estar atentos às possibilidades de "novos mercados e negócios".

O programa INOV Contato é promovido pelo ministério da Economia, Inovação e Desenvolvimento, sendo apoiado pela União Europeia e QREN, e gerido pelo AICEP.

Desde a sua criação, em 1997, decorreram já 13 edições, o que contabiliza 30 mil candidaturas e 2200 estágios em 40 países. Segundo dados do AICEP, 50% dos estagiários que integraram este programa foram convidados a permanecer nas empresas internacionais.
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