UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

24/11/2009 - 11h48

FMI aprova financiamento a Angola para tirar país da crise

Washington, 24 nov (Lusa) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou um financiamento de US$ 1,4 bilhão (R$ 2,4 bilhões, ao câmbio atual) a Angola, na modalidade de Acordo Stand-By (SBA, Stand-by Agreement), com duração de 27 meses, para ajudar o país a sair da crise mundial.

Na decisão tomada segunda-feira à noite, o Conselho de Administração do FMI explica que aprovou o programa econômico de ajuda ao país africano e afirmou que ele é destinado a "restaurar o equilíbrio macroeconômico e reconstruir as reservas internacionais", embora o objetivo imediato seja combater as repercussões da crise mundial em Angola.

A preservação de um nível apropriado de gastos sociais e investimentos em infraestruturas, expressados no orçamento para 2010, foram alguns dos principais fatores levados em consideração pelas autoridades ao definir os objetivos do programa.

O acordo Stand-by é a política mais comum de empréstimos do FMI, utilizada desde 1952 com países que enfrentam problemas de curto prazo na balança de pagamentos.

O pacto de 858,9 milhões de direitos especiais de saque (cerca de US$ 1,4 bilhão) dá margem para que um mínimo de 30% dos gastos do Estado sejam feitos na área social, durante a vigência do programa.

No que diz respeito aos gastos de investimento, a proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2010 procura manter recursos adequados para projetos vitais de infraestrutura.

O subdiretor-geral e presidente em exercício do Conselho de Administração do FMI, Takatoshi Kato, comentou o acordo, e disse estar feliz com "as autoridades angolanas pelo forte compromisso com um abrangente programa de reformas visando corrigir os desequilíbrios macroeconômicos resultantes da crise econômica mundial".

O Fundo Monetário Internacional aconselha as autoridades angolanas a fazer uma revisão da execução orçamentária na metade do período para garantir o cumprimento do programa fiscal, fazendo os ajustes necessários, e, além disso, uma "estratégia cautelosa de endividamento externo, para manter a dívida em um patamar manejável".

Kato elogiou o compromisso das autoridades em aumentar a transparência fiscal, especialmente no setor petrolífero, e considerou "bem-vindo o plano para a criação de um Fundo Soberano", no contexto do compromisso em melhorar a gestão fiscal no médio prazo e aumentar as receitas não-petrolíferas através da reforma do sistema tributário.
Hospedagem: UOL Host