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24/11/2009 - 09h48

Receita de cassinos de Macau sobe 824% entre 1999 e 2008

Macau, 24 nov (Lusa) - As receitas fiscais geradas pelos cassinos de Macau cresceram mais de oito vezes entre 1999 e 2008, e passaram de 5,08 bilhões de patacas (R$ 1,1 bilhão, ao câmbio atual) para 41,89 bilhões de patacas (R$ 9,05 bilhões).

O crescimento de 824,06% das receitas fiscais do jogo desde o ano de transferência da administração de Macau de Portugal para a China está associado à liberalização do setor, em 2001. Neste ano, a região passou do regime de monopólio de mais de 30 anos detido pela Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, do magnata Stanley Ho, para uma situação de cinco novas operadores, que exploram um total de 27 cassinos.

O governo da região administrativa especial de Macau cobra das concessionárias de licenças de exploração de cassinos um imposto de 35% sobre as receitas brutas das mesas de jogo.

Números dos serviços de Estatística locais indicam que, em 2004, quando foi inaugurado o Macau Sands - o primeiro cassino não controlado por Stanley Ho, que marcou o início de operações, em Macau, das empresas de Las Vegas -, as receitas fiscais do jogo atingiram 15,23 bilhões de patacas (R$ 3,29 bilhões).

Em 2008 foi inaugurado o 27º cassino de Macau e o maior do mundo, o Venetian, com 1.150 mesas de jogo e que, como o irmão The Venetian, em Las Vegas, inclui em seu complexo turístico e comercial uma réplica dos canais de Veneza, com gondoleiros e cantores de ópera.

Esse nicho de mercado lucrativo é alimentado pelas multidões que, diariamente, desembarcam na cidade por terra, mar e ar, os visitantes, a maioria proveniente do continente chinês, que, em 2008, foram mais de 30 milhões, em um território que conta com cerca de 540 mil moradores permanentes.

Em 1999, um total de 7,44 milhões de turistas entrou em Macau, a esmagadora maioria para passar uma ou duas noites nos cassinos e para fazerem uma breve visita aos pontos históricos da cidade. Já em 2004, quando abriu o primeiro cassino das novas operadoras, o número pulou para 16,67 milhões de pessoas.

No ano passado, devido ao crescimento no número de visitantes da China com destino aos cassinos da região, o governo chinês limitou os vistos de entrada em Macau.

Uma das curiosidades locais que se originaram com a expansão dos cassinos foi que o governo de Macau precisou de dois anos para gastar o que ganhou em impostos em 12 meses.
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