UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

25/11/2009 - 09h50

GM vai demitir até 9,5 mil trabalhadores da Opel na Alemanha

Berlim, 25 nov (Lusa) - A General Motors (GM) pretende reduzir até 9,5 mil postos de trabalho na montadora Opel, no âmbito da reestruturação da subsidiária alemã, afirmou nesta quarta-feira o novo chefe da GM Europa, Nick Reilly.

O executivo falava após uma reunião com o governador da província de Hessen, Roland Koch, adiantando ainda que em Ruesselsheim, principal fábrica da Opel, deverão ser suprimidos tantos empregos como os que estavam previstos na proposta da Magna, investidor austro-canadense que tentou, sem êxito, comprar a maioria das ações da marca alemã.

Reilly não citou números, mas Koch garantiu que não haverá demissões coletivas em Ruesselsheim.

O novo chefe da GM frisou que Ruesselsheim "é não apenas uma excelente unidade de produção, mas também o centro de pesquisa da Opel", considerando a decisão de transferir a sede da GM Europa de Zurique para esta localidade alemã "um sinal da importância que a empresa atribui a Ruesselsheim".

A agência alemã adiantou, entretanto, citando círculos empresariais, que serão reduzidos 5,3 mil empregos nas quatro fábricas alemãs da Opel.

A tradicional marca emprega cerca de 25 mil pessoas em Bochum, Eisenach, Kaiserslautern e Ruesselsheim, cerca de metade do total dos funcionários do grupo em toda a Europa.

Reilly reuniu-se na terça-feira com os governadores da Renânia do Norte-Westfália, Juergen Ruettgers, e da Renânia-Palatinado, Kurt beck, anunciando que a empresa vai continuar a incluir nos seus planos as unidades de produção em Bochum e Kaiserslautern.

O chefe da GM Europa desloca-se hoje também a Ruesselsheim para conversações com a governadora da Turíngia, Christine Lieberknecht, relativas à fábrica de Eisenach, situada nesta região leste-alemã.

Trata-se da unidade de produção mais moderna da Opel, que produz o modelo Corsa e registrou um prejuízo de 569 milhões de euros no ano passado, depois de prejuízos de 41 milhões de euros em 2007.

A GM precisa de 3,3 bilhões de euros para reestruturar a Opel, e espera obter ajudas financeiras de vários países europeus com fábricas da marca, como a Alemanha, Reino Unido, Espanha e Polônia.

Berlim, no entanto, tem-se mostrado reticente. O governo federal já anunciou que só se pronunciará depois de conhecer o programa de reestruturação.

Na apresentação do programa do novo governo, há duas semanas, a chanceler Ângela Merkel destacou também que a GM terá de suportar a maior parte dos encargos financeiros com a reestruturação da Opel, depois de recusar vender uma participação majoritária à Magna.

Hospedagem: UOL Host