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25/11/2009 - 15h01

Renault começa a testar seu primeiro elétrico em Portugal

Lisboa, 25 nov (Lusa) - O primeiro carro elétrico que a Renault colocará à venda no mercado rodou seus quilômetros iniciais nesta quarta-feira em Portugal. Trata-se de uma versão do Kangoo que a montadora pretende comercializar ao mesmo preço que o modelo a diesel.

Depois do Kangoo elétrico a empresa lançará o Renault Fluence elétrico (que, assim como o Kangoo, parte de uma base já existente com motor térmico) e, mais tarde, o Twizy e o Zoe ? estes dois últimos desenhados e pensados exclusivamente para o mercado elétrico.

"A Renault vai comercializar o seu primeiro carro elétrico dentro de 18 meses. O sentido em que hoje trabalhamos é que venderemos o automóvel e a bateria será alugada, num serviço prestado pela Renault", disse à Agência Lusa o diretor de comunicação da Renault Portugal, Ricardo Oliveira.

Apesar de a bateria ser o componente tecnologicamente mais desenvolvido em um veículo elétrico ? e, consequentemente, o mais caro -, a Renault planeja vender o Kangoo elétrico pelo mesmo preço da versão com motor de combustão a diesel.

"Para os carros que tenham uma equivalência no motor térmico, venderemos o carro a um preço equivalente ao carro a diesel. Mesmo sem a bateria", explicou Oliveira.

"Há aqui um efeito de economia de escala. Anualmente vendem-se 60 milhões de carros de motor térmico. Nós sabemos que o carro elétrico não vai ter esse volume, nem pouco mais ou menos, portanto, apesar de o carro ser mais barato na produção, há um efeito de volume que vai pesar no preço inicial", acrescentou.

A Renault conta com outro fator: a diferença de custo da utilização do elétrico frente ao veículo de motor térmico. "Meter o 'combustível' - a eletricidade - torna o custo de utilização do carro elétrico 30% inferior ao de um carro a motor diesel", disse o diretor de comunicação da Renault Portugal.

A pouca autonomia (menor que 200 quilômetros), a falta de definição quanto aos pontos de carregamento e o preço inicial do carro são as principais críticas feitas aos veículo elétrico.

A Renault propõe três soluções para o carregamento: "o normal, que se faz em qualquer lugar onde haja uma tomada (demora oito horas), o carregamento rápido, que implica uma infraestrutura onde se carrega o carro em 20 minutos - com corrente trifásica e 32 ampères - e a troca de baterias em um posto em que um robô tira a bateria e mete outra carregada, em menos de três minutos", afirmou Oliveira.
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