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26/11/2009 - 13h33

TAP diz que superará crise, mas seguirá cortando custos

Vilamoura, Faro, 26 nov (Lusa) ? O presidente da companhia aérea portuguesa TAP, Fernando Pinto, admitiu nesta quinta-feira, em Vilamoura, que a empresa conseguirá sobreviver à crise e anunciou que este é o segundo melhor ano da história da firma em número de passageiros, mas ressaltou que seguirá cortando custos.

"A TAP, embora tenha reduzido a oferta, tem o seu segundo melhor ano da história em número de passageiros, mas não em termos de proveitos", disse Fernando Pinto durante o 35º Congresso Nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens (APAVT), que acontece em Vilamoura, Algarve.

Ele admitiu que, apesar da crise e do contínuo crescimento das companhias de baixo custo, a empresa pode sobreviver.

A "companhia de aviação tem mostrado que é possível sobreviver", declarou Fernando Pinto, que lembrou que esta crise mundial mostrou a importância do transporte aéreo, porque se reconhece a relevância que tem para o Produto Interno Bruto (PIB) mundial (que alcança 8%).

Segundo o presidente da companhia aérea, a TAP, em 2010, continuará cortando custos através da diminuição da oferta. Fernando Pinto adiantou também que a empresa pretende prosseguir com a "reestruturação das vendas" e quer apostar também na capitalização "para não voltar a ter os problemas sentidos desde há 10 anos".

Sobre a questão da Groundforce, empresa de assistência em terra, Fernando Pinto afirmou que a "operação com a Groundforce não é o maior problema para a TAP", mas admitiu que "vender a Groundforce é um alívio para as contas da TAP".

Em 2009, o prejuízo que a companhia aérea com a Groundforce somou "20 milhões de euros".

Perguntado sobre os prejuízos causados pela paralisação, este ano, dos pilotos, o executivo foi categórico ao dizer "que os prejuízos foram muito elevados", mas não quis especificar o valor das perdas.

Fernando Pinto não quis fazer previsões dos lucros deste ano, pois considera que tudo vai "depender do mês de dezembro", mas reconheceu que em novembro estão sendo feitas mais reservas do que no mesmo período de 2008.

A TAP reduziu o nível de endividamento para 1,4 milhão de euros (R$ 3,6 bilhões, ao câmbio atual), explicou o executivo.
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