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27/11/2009 - 15h51

Brasil define com europeus acordo para gerar energia limpa

Brasília, 27 nov (Lusa) - O Brasil e a Comunidade Europeia de Energia Atômica (Euratom) assinaram nesta sexta-feira, no ministério das Relações Exteriores, um acordo de cooperação na área de pesquisa em fusão nuclear para gerar energia limpa e barata.

Diferentemente da fissão nuclear, processo da divisão do átomo utilizado pelas centrais nucleares, as pesquisas em fusão nuclear visam reproduzir as reações do Sol, fundindo os núcleos atômicos.

"O acordo hoje assinado representa o primeiro passo para a entrada do Brasil no projeto ITER (Reator Termonuclear Experimental Internacional), do qual já participam a Europa, Estados Unidos, Japão, Rússia, Coreia, Índia e China. Sem dúvidas, falta o Brasil neste grupo", disse hoje à Agência Lusa o chefe de unidade da Euratom, Angel Perez Sainz.

Na avaliação de Sainz, o segundo passo a ser dado pelo Brasil é o estabelecimento de uma estratégia a longo prazo, acompanhada de objetivos de curto e de médio prazos, o que passará pela construção de um laboratório brasileiro de fusão nuclear.

Segundo o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Comissão Nacional de Energia Nuclear, Marcos Nogueira Martins, este laboratório deverá entrar em operação a partir de 2010, em Cachoeira Paulista, a cerca de 200 quilômetros de São Paulo.

O objetivo das pesquisas em fusão nuclear é encontrar uma forma mais rápida e eficaz de produzir energia limpa e substituir os combustíveis fósseis, podendo tornar-se uma solução energética para depois de 2050.

A diretora de Cooperação Internacional da Direção Geral de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Comunidade Europeia, Mary Minch, afirmou hoje, durante entrevista coletiva no Itamaraty, que europeus e brasileiros têm interesses também em cooperar na área de energias renováveis, principalmente biocombustíveis de segunda geração e energias eólica e solar.
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