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29/11/2009 - 18h30

Cavaco Silva convoca empresas a apostar na inovação

Lisboa, 29 nov (Lusa)- O presidente português, Aníbal Cavaco Silva, considerou, neste domingo, que "um dos grandes desafios comuns" às economias ibero-americanas será a capacidade de absorver conhecimento, e defendeu que as empresas sejam incentivadas a assumir "um papel central no sistema de inovação".

Ao final do 5º Encontro Empresarial Ibero-americano, no Centro de Congressos de Lisboa, o chefe do Estado português disse que "a gestão da presente crise econômica e financeira não deve fazer esquecer os desafios que uma economia global coloca à afirmação e ao crescimento das nossas empresas, especialmente às de pequena e média dimensão" e que a inovação tem um papel importante na "resolução das debilidades estruturais das empresas".

O sucesso das empresas depende, consequentemente, da capacidade de ter acesso e aplicar esse conhecimento, o que se materializa através de novos produtos e serviços, menores custos operacionais, melhores práticas de relacionamento com os clientes e maior criação de emprego em setores de elevada intensidade tecnológica

"Um dos grandes desafios que julgo ser comum à generalidade das economias da comunidade Ibero-americana será o de incorporar nas atuais estruturas produtivas uma acrescida intensidade de conhecimento", explicou.

Para Cavaco Silva, "há que incentivar as empresas a assumirem um papel central no sistema de inovação", porque "não restam dúvidas de que o interesse na procura de novas soluções tecnológicas por parte das empresas constituirá, sempre, o mais eficiente propulsor de qualquer sistema de inovação".

Mais produtividade

O presidente português ressaltou ainda a "necessidade e o interesse" de Portugal ter empresas participando em processos de "aprendizagem e de interação, potenciando o papel e a utilidade das universidades e aproveitando a sua oferta de conhecimento".

"Vejo no aprofundamento do espaço de inovação das nações ibero-americanas uma oportunidade ímpar para reforçarmos a produtividade e a competitividade das nossas empresas, é possível e desejável intensificar a cooperação entre os atores dos diferentes sistemas de inovação dos nossos países, nomeadamente entre as empresas e as universidades", ressaltou.

O chefe de Estado português defendeu que mesmo as empresas "menos capazes de inovar tecnologicamente podem ser, de igual modo, veículos de inovação nas suas atividades organizativas, comerciais, de 'marketing' e até nas suas relações com a comunidade em que se inserem".

"O sucesso das empresas depende não só das suas competências no processo de criação de valor, mas também, e de forma cada vez mais relevante, da capacidade de fazer chegar os seus produtos e serviços a mercados globais", sustentou.
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