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29/11/2009 - 10h52

Inovação decidirá sucesso de economias, diz premiê luso

Lisboa, 29 nov (Lusa)- O primeiro-ministro português, José Sócrates, defendeu neste domingo que, além das medidas de recuperação econômica, os Estados devem apostar na inovação e no conhecimento a médio e longo prazo, e destacou que isto determinará "o sucesso ou insucesso das economias".

"Há duas tarefas para responder à crise, a tarefa da recuperação econômica, mais urgente e onde nos teremos de concentrar, mas, para além dessa tarefa, há a de médio prazo, a da educação, do conhecimento, da potenciação das sociedades com capacidades que lhes dêem mais otimismo para o futuro", afirmou o chefe do governo, na abertura do 5º Encontro Empresarial Ibero-americano, no Centro de Congressos de Lisboa.

Sócrates considerou que a inovação e o conhecimento - temas escolhidos por Portugal para a cúpula ibero-americana que acontece entre estas segunda e terça-feira, no Estoril - são "áreas críticas, essenciais e estratégicas", onde se joga "o sucesso ou insucesso das economias" e que, no momento atual, em que "tudo está a mudar", "o pior que há a fazer é ficar parado".

O premiê citou exemplos de medidas implementadas pelo governo socialista ao longo do último mandato, como o Plano Tecnológico, e ressaltou o "poder de mobilização" das sociedades que pode ser criado pelo discurso político.

"Em 2004 estávamos no meio da tabela do 'ranking' europeu em matéria de governo eletrônico (?) hoje somos o primeiro país dos 27, em toda a Europa", disse.

"Os senhores não sabem, mas não fiquem surpreendidos porque muitos portugueses também não sabem", afirmou Sócrates, ironicamente.

O primeiro-ministro explicou que, em 2008, a "mobilização do Plano Tecnológico" permitiu atingir um investimento de 1,51% do Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa e desenvolvimento, e que, "pela primeira vez, o investimento empresarial ultrapassou o investimento público".

Para uma plateia formada por empresários de Portugal, Espanha e países da América Latina, Sócrates destacou o programa de criação de empresas na hora - mais de 75% foram criadas em menos de uma hora em 2008, segundo o premiê ?, o investimento em redes de nova geração de banda larga e a distribuição de computadores a crianças em idade escolar.

"Portugal está a fazer um caminho que tem uma ambição. Estar na linha da frente da inovação tecnológica que as energias renováveis vão trazer", afirmou o premiê, acrescentando que "40% da energia [nacional] é feita com base nas energias renováveis" e que "a maior central fotovoltaica do mundo e o maior parque eólico da Europa" estão sediados em Portugal.
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