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30/11/2009 - 15h57

Bolsa de Lisboa recua 1,34%, em linha com a Europa

Lisboa, 30 nov (Lusa) - O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI-20, fechou o pregão desta segunda-feira com queda de 1,34%, para 8.253,96 pontos, em linha com a Europa, com apenas um título em terreno positivo.

Dos vinte títulos que compõem o PSI-20, 19 sofreram desvalorização e um, a EDP Renováveis, terminou em alta. Ao todo trocaram de mãos 39,5 milhões de títulos, num volume de negócios de 93,3 milhões de euros.

As perdas foram lideradas pelo BCP, que cedeu 2,32% para 0,88 euros, e a Galp, que perdeu 2,31% para 12,01 euros.

Pelo lado positivo, o destaque foi para a EDP Renováveis, cujas ações subiram 0,84% para 6,54 euros.

O setor financeiro foi dos que mais pressionou a Bolsa lusa para terreno negativo.

O BCP cedeu 2,32% para 0,88 euros, o BPI perdeu 1,95% para 2,21 euros e o BES recuou 1,85% para 4,66 euros, depois de anunciado um acordo para adquirir 40% do líbio Aman Bank, num investimento total de 37,8 milhões de euros que lhe permitirá, apesar de ter uma posição minoritária, assumir o controle da gestão.

No setor energético, a Galp recuou 2,31% para 12,01 euros, a REN perdeu 1,17% para 2,95 euros e a EDP desvalorizou-se 0,78% para 3,05 euros.

Na área de telecomunicações, a Sonaecom recuou 1,11% para 1,78 euros, a Portugal Telecom perdeu 0,59% para 8,05 euros, e a Zon cedeu 0,23% para 4,25 euros.

Além disso, a Mota-Engil e a Teixeira Duarte, que fecharam no vermelho no dia em que foi divulgado um estudo elaborado pela consultora Deloittte que as coloca entre as 100 maiores construtoras da Europa.

A Mota-Engil caiu 1,57% para 3,81 euros, enquanto a Teixeira Duarte perdeu 0,76% para 1,03 euros.

Na Europa, os mercados terminaram em queda, sendo que Lisboa teve o pior desempenho.

Nas demais Bolsas europeias, as perdas oscilaram entre os 0,73% de Londres e os 1,12 % de Madri.

O índice Euronext 100 recuava 1,19% para 640,50 pontos e o índice DJ Stoxx 50 cedia 1,09 % para 2.438,34 pontos.

"Os receios relativos aos possíveis impactos do anúncio do Dubai [que decidiu prorrogar o pagamento das dívidas do Dubai World] provocaram um aumento de aversão ao risco que se traduziu numa pressão vendedora, fundamentalmente nos sectores financeiro e petrolífero", indicaram os analistas de mercado do banco BPI.
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