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02/12/2009 - 14h45

Bachelet quer reforçar relações econômicas com Portugal

Lisboa, 2 dez (Lusa) - A presidente chilena, Michelle Bachelet, considerou, nesta quarta-feira, que as relações econômicas entre Portugal e Chile são "muito modestas face às possibilidades" e que os dois países podem "fazer muito mais coisas juntos"."Creio que com Portugal podemos fazer mais, temos que chegar mais longe. O comércio entre Chile e Portugal tem crescido, mas é ainda muito modesto face às possibilidades. O nosso intercâmbio comercial de US$ 142 milhões (R$ 242,4 milhões, ao câmbio atual) representa 0,1% das trocas comerciais do Chile com o mundo e 0,6% do intercâmbio do Chile com a União Europeia (UE)", criticou.Bachelet fez as declarações durante um seminário sobre as oportunidades de comércio e investimento no Chile, organizado dentro de sua visita oficial a Portugal.A presidente chilena lembrou que o investimento português no país sul-americano se situa em US$ 25 milhões (R$ 43,2 milhões), enquanto o investimento estrangeiro direto no país é de US$ 65 bilhões (R$ 112,3 bilhões), grande parte do qual proveniente de nações da União Europeia."Quando vejo estes números o que quero dizer é que podemos fazer muito mais coisas juntos. Podemos fortalecer as relações econômicas com Portugal (?). Mas também podemos fazer coisas juntos fora. Temos uma rede de tratados internacionais com 56 países, sobretudo na Ásia-Pacífico, uma das regiões mais dinâmicas do mundo", comentou.Lições da criseNo discurso, Bachelet mencionou agricultura, turismo e energias renováveis como áreas em que os dois países podem aprofundar a cooperação bilateral. Ela lembrou a "gigantesca crise" que o mundo tem atravessado e defendeu que o momento é de "trabalhar forte para consolidar a recuperação" e aprender com os erros cometidos."Devemos tirar lições do acontecido. A crise econômica, financeira, energética, das alterações climáticas envia-nos sempre a mesma mensagem: não podemos fazer 'business as usual', temos que mudar a forma como fazemos as coisas. Se estamos falando de promover a concorrência e fortalecer mercados, sim, devemos continuar a fazê-lo (?). Mas temos que evitar a opacidade dos mercados ou o risco irresponsável das finanças", disse.Bachelet, porém, disse acreditar que o Chile vai sair da crise "mais rápido e mais fortalecido que outros países".O presidente da Associação Industrial Portuguesa (AIP), Jorge Rocha de Matos, elogiou, por sua vez, o "referencial de estabilidade e de dinamismo empresarial" do Chile na América Latina, considerando que o país apresenta "um ambiente de negócios dinâmico" e uma economia "com grande capacidade atrativa"."Estas são boas razões para que a comunidade empresarial e os portugueses, em geral, vejam no Chile um parceiro desejável", disse.
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