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22/12/2009 - 11h09

Angola acaba presidência da Opep sem mudar cota de produção

Luanda, 22 dez (Lusa) - Os ministros dos Petróleos da Opep reúnem nesta terça-feira na capital angolana com a passagem da presidência rotativa da organização de Angola para o Equador, mas sem qualquer sinal de mudança nas atuais cotas de produção.

Para a 155ª reunião da entidade, o ministro angolano do Petróleo, Botelho de Vasconcelos, disse que no topo da agenda vai estar a análise do mercado petrolífero, adiantando que não está prevista qualquer alteração às quotas de produção atualmente em vigor na organização.

Vasconcelos, que deixa nesta reunião a presidência rotativa da Opep, confirmou aquilo que o ministro do Kuwait, Sheikh Ahmad al-Sabah, em declarações à Bloomberg, já apontava em outubro sobre a manutenção das cotas.

O atual presidente da Opep disse ainda que vão ser analisadas também no encontro de Luanda as questões ligadas às mudanças climáticas, as projeções do mercado petrolífero, bem como aspectos internos da entidade.

"Pelo ambiente que se vive e o sentimento que os vários países neste momento têm expressado leva-nos a crer que a política vai ser a manutenção da situação atual", declarou o ministro.

Membro desde 2007, Angola termina sua primeira presidência rotativa da entidade, deixando como notas de registro destes 12 meses a passagem a maior produtor da África subsaariana. O país também deixa quase confirmação do desejo manifestado no início do ano por Vasconcelos, que apontava como preço desejável do barril de US$ 75.

Quando Angola assumiu o cargo, em 17 de janeiro de 2008, a conjuntura era bastante negativa no cenário internacional, com o preço do produto batendo US$ 45 o barril, deixando em alerta os países produtores do "ouro negro".

Com o preço desejado por Angola, os países poderiam justificar os investimentos que têm de fazer para ampliar a exploração do óleo, ao mesmo tempo que possibilitará aos consumidores um nível aceitável para a retomada do crescimento das economias afetadas pela crise mundial.

Foi "um bom mandato o da presidência da Opep" por parte de Angola, disse à Agência Lusa uma fonte do setor, comentando a evolução dos US$ 45 para os US$ 75.

O "preço equilibrado" defendido por Vasconcelos está muito aquém dos US$ 148 por barril, marco histórico, mas que durante a presidência angolana da OPEP chegou a cair para os US$ 40 até atingir o patamar atual.

Os analistas apontam para que o preço do barril de petróleo se deva manter entre os US$ 69 e US$ 80 por barril no próximo ano.
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