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22/12/2009 - 18h12

Premiê diz que operação da Cimpor não tem apoio de Lisboa

Lisboa, 22 dez (Lusa) - O primeiro-ministro português, José Sócrates, afirmou nesta terça-feira que a OPA [Oferta Pública de Aquisição] sobre a cimenteira Cimpor "não tem o apoio do governo" e que foi informado "por cortesia" na noite antes da operação.

"Essa OPA realizada numa empresa brasileira junto da Cimpor não tem o apoio do governo e nunca o governo foi consultado ou informado previamente sobre a existência dessa OPA", afirmou Sócrates.

Além disso, o premiêacrescentou que o Governo foi "informado a título de cortesia na noite antes da OPA".

"Nunca fui informado, nem antes, nem previamente, quando a operação estava em curso", destacou.

O esclarecimento do primeiro-ministro foi dado a propósito de uma pergunta do coordenador do BE, Francisco Louçã, sobre declarações de um responsável da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) afirmando ter o apoio do governo português para a operação.

"Eu falei uma vez com esse empresário. Nunca lhe telefonei. Falei na presença dele e de Lula da Silva [presidente do Brasil]", disse Sócrates, acrescentando que tentou convencer o empresário a "realizar investimento em Portugal em nome do interesse nacional".

Louçã disse que quando a CGD adquiriu 10% da Cimpor e mais 15% de penhora de outras ações da empresa, garantiu que não haveria alterações na estrutura acionista da empresa, ou seja, que não permitiria que deixasse de ser uma empresa lusa.
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