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18/03/2010 - 12h50

De acordo com fundação acadêmica internacional, estudo de lipídios ACCORD traz nova esperança para pessoas com diabetes

ATLANTA, 17 de março /PRNewswire/ -- O risco cardiovascular pode ser adicionalmente reduzido em 31 por cento nos doentes com diabetes tipo 2 com dislipidemia aterogênica, a combinação comum de um nível elevado de triglicerídeos (TG, 204 mg/dL ou 2,3 mmol/L ou maior) com baixos níveis de colesterol de alta densidade de lipoproteína (HDL-C, 34 mg/dL ou 0,88 mmol/L ou menor). Isto é conseguido através da junção de fenofibrato   sinvastatina. Somente 20 destes doentes necessitam de ser tratados durante 5 anos para prevenir um evento cardiovascular.

Para visualizar o comunicado   imprensa em multimídia, clique em: http://multivu.prnewswire.com/mnr/r3i/42622/ No ensaio clínico sobre os lípidos na Cação de Controlo do Risco Cardiovascular na Diabetes (ACCORD - Action to Control Cardiovascular Risk in Diabetes), publicado online no New England Journal of Medicine,(1) o grupo com dislipidemia aterogênica registava 70 por cento mais eventos cardiovasculares (morte cardiovascular, infartos e acidente vascular cerebral) do que os doentes sem dislipidemia aterogênica. Na verdade, o risco associado com a dislipidemia aterogênica foi comparável com o das pessoas com anterior doença cardiovascular (17,3 por cento contra 18,1 por cento).

O Professor Jean-Charles Fruchart, Presidente da Iniciativa de Redução do Risco Residual (R3i - Residual Risk Reduction Initiative), uma fundação suíça independente, disse que 'durante os dois últimos anos, a R3i se concentrou na hipótese de que o risco cardiovascular residual nos doentes tratados com estatina está associado com a dislipidemia aterogênica.(2,3) O estudo de lipídios ACCORD confirma tanto esta hipótese quanto o valor da junção do fenofibrato a uma estatina para reduzir este elevado risco cardiovascular residual. Isto está de acordo com as atuais orientações da Associação Americana de Diabetes (American Diabetes Association)(4) e do Painel III do Tratamento de Adultos do Programa Nacional de Educação sobre o Colesterol (National Cholesterol Education Program Adult Treatment Panel III). (5)' O benefício do fenofibrato foi observado somente no grupo pré-especificado de doentes diabéticos com dislipidemia aterogênica e não na população total do estudo. 'Enquanto os doentes com dislipidemia aterogênica representaram somente 17 por cento da população do estudo de lipídios ACCORD, na prática clínica a dimensão do problema é significativamente maior. Estamos agora a quantificar este fato no estudo de lipídios de risco residual e terapias padrão (REALIST - REsiduAl risk Lipids and Standard Therapies) que está a ser conduzido na Harvard Medical School e em mais de 20 famosos centros acadêmicos em todo o Mundo', disse o Professor Frank Sacks da Harvard Medical School de Boston, EUA e Vice-Presidente da R3i.

No estudo de lipídios ACCORD, o fenofibrato também reduziu os marcadores de micro e macroalbuminúria da doença renal diabética. Isto é compatível com os resultados de testes clínicos anteriores. (6,7) 'A nefropatia diabética é um dos principais problemas a serem controlados. Portanto, é importante saber que o fenofibrato fornece benefício para estes doentes', disse o Professor Michel Hermans da Cliniques Universitaires Saint-Luc de Bruxelas, Bélgica e Secretário Geral da R3i.

O estudo também confirmou que da junção do fenofibrato   simvastatina não resultou nenhum risco adicional de miopatia (problemas musculares), trombose venosa ou pancreatite. Na verdade, houve menor número de mortes por causas gerais e mortes cardiovasculares entre os doentes tratados com fenofibrato do que entre os pacientes tratados somente com simvastatina.

A R3i lidera nova pesquisa sobre a dislipidemia aterogênica na diabetes tipo 2 A dislipidemia aterogênica é comum e sua prevalência está a crescer acentuadamente como resultado da epidemia global da diabetes tipo 2, da obesidade e da síndrome metabólica. (8) Portanto, nos EUA cerca de metade dos doentes de alto risco que começaram o tratamento com estatina poderão necessitar de tratamento adicional para reduzirem seus níveis de triglicerídeos e/ou aumentarem seus níveis de HDL-C.(9) A R3i está a responder a este problema clínico de suma importância. 'Devido   magnitude da epidemia global de diabetes tipo 2 - especialmente em regiões em vias de desenvolvimento -- é crucial ter como objetivo a dislipidemia aterogênica. Como única fundação independente de investigação global que se concentra nesta questão, a R3i está a desenvolver com caráter de urgência recomendações para estratégias baseadas em provas para redução do risco vascular residual. Atualmente, estamos a levar a cabo o primeiro estudo epidemiológico mundial, o REALIST, para estabelecermos a prevalência da dislipidemia aterogênica e os eventos resultantes do risco cardiovascular residual. Agora, em resultado do estudo de lipídios ACCORD, iremos também dar início a uma meta-análise dos sub-grupos de doentes com dislipidemia aterogênica (TG alto e/ou HDL-C baixo) em estudos anteriores com fibrato', disse o Professor Fruchart.

Notas ao Editores Sobre o estudo ACCORD O estudo ACCORD foi patrocinado pelo Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue (NHLBI - National Heart, Lung, and Blood Institute), parte integrante dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH - National Institutes of Health) dos Estados Unidos, e foi conduzido em todos os Estados Unidos e no Canadá. A principal questão tratada no estudo de tratamento de lipídios ACCORD foi saber se a combinação de fenofibrato com simvastatina, isto é, direcionada ao TG elevado e baixo HDL-C, além do LDL-C, era mais eficiente na redução dos eventos cardiovasculares do que a terapia somente com estatina num grupo de 5.518 doentes de alto risco com diabetes mellitus do tipo 2 sob controlo e no nível alvo de LDL-C. O fenofibrato foi escolhido porque as análises dos subgrupos de estudos anteriores mostraram benefícios adicionais em doentes com diabetes tipo 2, ou naqueles com obesidade abdominal característica da síndrome metabólica, (10-14) Nenhum outro estudo clínico havia testado anteriormente esta estratégia. Entretanto, a população tratada foi maior do que a recomendada pelas orientações atuais para o fenofibrato. Mais de 80 por cento dos doentes não tinham TG suficientemente elevado e HDL-C baixo que justificassem o tratamento, de acordo com as práticas clínicas atuais.

O estudo de lipídios ACCORD estabeleceu que a extensão do tratamento com fenofibrato para esta população mais ampla não beneficiou de forma significativa nenhum dos resultados cardiovasculares primários ou secundários no total da população do estudo. Entretanto, o estudo realmente mostrou uma redução substancial nos eventos cardiovasculares com o tratamento com fenofibrato-simvastatina nos doentes com dislipidemia aterogênica, com queda nas taxas desde 17,3 por cento no grupo com monoterapia com simvastatina até 12,4 por cento com o tratamento combinado no período de 4,7 anos. Este resultado apoia as orientações atuais e a prática clínica comum.

Mais informações sobre a R3i estão disponíveis no endereço: Web Site da R3i: http://www.r3i.org Referências 1. The ACCORD Study Group. Effects of combination lipid therapy in type 2 diabetes mellitus. N Eng JMed 2010. DOI:10.1056/NEJMoa1001282.

2. Fruchart JC, Sacks FM, Hermans MP et al. The Residual Risk Reduction Initiative: a call to action to reduce residual vascular risk in dyslipidaemic patients. Diab Vasc Dis Res 2008;5:319-35.

3. Fruchart JC, Sacks FM, Hermans MP et al. The Residual Risk Reduction Initiative: a call to action to reduce residual vascular risk in dyslipidemic patients. Am J Cardiol 2008;102(Suplemento 10):1K-34K.

4. American Diabetes Association. Standards of medical care in diabetes-2008. Diabetes Care 2008; 31(suplemento 1): S12-S54. [At ualizado em 2009: Resumo Executivo: Standards of Medical Care in Diabetes-2009. Diabetes Care 2009;32 (suplemento 1):S6-S12.] 5. National Cholesterol Education Program (NCEP) Expert Panel on Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults (Adult Treatment Panel III). Third Report of the National Cholesterol Education Program (NCEP) Expert Panel on Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Cholesterol in Adults (Adult Treatment Panel III). Relatório final. Circulação 2002;106:3143-421.

6. Keech A, Simes RJ, Barter P et al. The FIELD study investigators. Effect of long-term fenofibrate therapy on cardiovascular events in 9795 people with type 2 diabetes mellitus (the FIELD study): randomised controlled trial. Lancet 2005;366:1849-61.

7. Ansquer JC, Foucher C, Rattier S et al. Fenofibrate reduces progression to microalbuminuria over 3 years in a placebo-controlled study in type 2 diabetes: results from the Diabetes Atherosclerosis Intervention Study (DIAS). Am J Kidney Dis 2005;45: 485-93.

8. International Diabetes Federation. E-Atlas disponível no endereço http://www.diabetesatlas.org/. [Acessado em 12 de março de 2010].

9. Nichols GA, Ambegaonkar BM, Sazonov V et al. Frequency of obtaining National Cholesterol Education Program Adult Treatment Panel III goals for all major serum lipoproteins after initiation of lipid altering therapy. Am J Cardiol 2009;104:1689-94.

10. Scott R, O'Brien R, Fulcher G et al. The effects of fenofibrate treatment on cardiovascular disease risk in 9795 people with type 2 diabetes and various components of the metabolic syndrome: the FIELD study. Diabetes Care 2009;32:493-8.

11. Manninen V, Tenkanen L, Koskinen P et al. Joint effects of serum triglyceride and LDL cholesterol and HDL cholesterol concentrations on coronary heart disease risk in the Helsinki Heart Study. Implications for treatment. Circulação 1992;85:37-45.

12. Rubins HB, Robins SJ, Collins D et al. Diabetes, plasma insulin, and cardiovascular disease. Subgroup analysis from the Department of Veterans Affairs High-density Lipoprotein Intervention Trial (VA-HIT). Arch Intern Med 2002;162:2597-2604.

13. Tenkanen L, Mantarri M, Manninen V. Some coronary risk factors related to the insulin resistance syndrome and treatment with gemfibrozil: experience from the Helsinki Heart Study. Circulação 1995; 92: 1779-85.

14. Tenenbaum A, Motro M, Fisman EZ, Tanne D, Boyko V, Behar S. Bezafibrate for the secondary prevention of myocardial infarction in patients with metabolic syndrome. Arch Intern Med 2005; 165: 1154-60 FONTE Residual Risk Reduction Initiative (R3i) 17/03/2010 CONTATO: Denis Abbonato, MS&L, +44-20-7878-3129, Celular: +44-7932-483-904, denis.abbonato@mslworldwide.com

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