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27/05/2010 - 10h15

Setor de Utilidades Domésticas cria 204% de valor aos acionistas

Rio de Janeiro, 27 de Maio de 2010 - O setor de Utilidades Domésticas criou 204,7% de valor para os seus acionistas no ano passado, seguido pelos segmentos de Serviços Médicos (194,3%) Construção Civil (175,2%) e Atacado e Varejo (111,8). Ficaram nos últimos lugares do ranking os setores de Telecomunicações, que consegui criar apenas 1,2% de valor, seguido pelo de Saneamento & Serviços de Água e Gás, com 22,6%.

Os números resultam do levantamento que a GRC Visão está elaborando para o "Prêmio Abrasca de Criação de Valor - Edição 2010", que será entregue em agosto junto com o lançamento do Anuário Estatístico das Companhias Abertas, editado pela Abrasca. A indicação da ganhadora ao Prêmio e dos destaques setoriais será feita em junho por uma Comissão composta por representantes de 12 entidades do mercado de capitais.

Metodologia - Este ano, a Comissão Organizadora do Prêmio Abrasca decidiu alterar a formula de cálculo para dar mais abrangência aos dados. O índice, que antes era restrito ao ano anterior, passa a ser uma media ponderada dos últimos três anos, obedecendo ao seguinte critério: 20% do valor criado em 2007, 30% do valor criado em 2008 e 50% do valor criado em 2009.

Nessa visão mais ampla, é possível observar quais setores apresentaram uma criação consistente de valor aos acionistas e quais apenas recuperaram a perda dos anos anteriores. O principal exemplo é o setor de Utilidades Domésticas, que se destacou em 2009, registrando 204,7% de criação de valor, mas na media os últimos três anos registrou destruição de cerca de 21% de valor para seus acionistas.

O gráfico abaixo mostra a criação de valor, agregada por setores econômicos, segundo duas comparações: no ano de 2009, as barras cinza claro, e uma média ponderada dos anos de 2007, 2008 e 2009, expressa nas barras pretas. O Prêmio - Trata-se de uma metodologia inédita no Brasil, desenvolvida pela Universidade de Navarra, na Espanha, e adaptada pela GRC Visão para o Anuário Estatístico das Companhias Abertas. Inicialmente as empresas são selecionadas com base em dados quantitativos para identificar as que conseguiram os mais elevados percentuais de criação de valor em relação a seu market value ao longo dos últimos três anos. Posteriormente são consultados analistas de investimentos que acompanham as empresas para obter avaliações sobre o trabalho que elas desenvolvem em áreas-chave como governança corporativa, relação com os acionistas e o mercado, política ambiental e atuação social. As finalistas são submetidas ao Comitê de Premiação, formado por 12 entidades do mercado de capitais, que indica a vencedora e os destaques setoriais. Este Comitê, que é soberano em seu voto, é composto por representantes das seguintes entidades: Amec, Anbima, Abrapp, Anefac, Apimec, BM&FBovespa, Fipecafi, Ibef, Ibgc, Ibracon, Ibri e Ini.
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