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29/04/2009 - 20h34

Analista apoia corte de juros, mas entidades acham pouco

Da Redação

Em São Paulo
O Banco Central reduziu em 1 ponto percentual a taxa básica de juros (Selic), levando-a para 10,5%, o menor patamar desde março de 1999, quando o indicador passou a ser usado para a política monetária.

Segundo o economista-chefe da Concórdia Corretora de Valores, Elson Teles, "este era o tamanho de queda mais apropriado neste momento, levando-se em conta a magnitude e a rapidez do ajuste na taxa básica de juros já implementados (dois cortes desde o início do processo, totalizando 2,5 pontos percentuais) e seus efeitos cumulativos".


O presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, lamentou a decisão. "Consideramos cautelosa a decisão do COPOM de reduzir em apenas um ponto percentual a taxa SELIC, pois os diversos indicadores, como de produção industrial, vendas do comércio e, principalmente de emprego, mostram a necessidade da redução dos juros e do aumento da liquidez para superar a forte retração da economia."

Nota oficial da Força Sindical, assinada por seu presidente, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, critica o que considera "mesmice conformista".

"A queda na Selic é muito tímida. Um pouco mais de ousadia traria enormes benefícios para o setor produtivo, que gera emprego e renda e anseia há tempos pelo crescimento expressivo da economia. É um absurdo esta mesmice conformista dos tecnocratas do Banco Central que insistem em reduzir os juros a conta gotas e se curvar aos especuladores", diz a nota.

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