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03/11/2009 - 11h05

Quanto maior a bolha atual, maior será o inevitável estouro, diz Roubini


Da Redação, em São Paulo

Em artigo publicado nesta terça-feira na Folha de S.Paulo, o economista Nouriel Roubini, disse que os juros negativos nos EUA e o dólar fraco geram uma bolha global cujo estouro é inevitável. Roubini é conhecido como "Dr. Apocalipse" por ter previsto a atual crise mundial (a íntegra do texto está disponível para assinantes do UOL ou da Folha).

Segundo ele, desde março vem ocorrendo um aumento maciço em ativos de alto risco de todo tipo. Os preços dos ativos vêm subindo vertiginosamente, numa alta grande e sincronizada. O que está por trás dessa alta maciça?

Um fator importante que alimenta a bolha de ativos é a fraqueza do dólar americano, movida pela "mãe" de todos os "carry trades" [operação em que o investidor pega empréstimos com juros muito baixos, como os dos EUA hoje, e aplica em outros ativos].

Negociantes estão contraindo empréstimos a juros negativos de 20% para investir em ativos globais de alto risco. Cada investidor que joga esse jogo fica parecendo um gênio -mesmo que só navegue numa bolha imensa-, já que os retornos totais têm estado na faixa entre 50% e 70%, explica o economista.

Mas essa bolha vai estourar um dia, adverte Roubini, levando ao maior estouro coordenado de ativos já visto. Haverá um estouro da boiada, gerando colapso coordenado de todos esses ativos de alto risco -ações, commodities, ativos de emergentes e instrumentos de crédito.

O Fed e outros responsáveis pela política econômica parecem não ter consciência da bolha-monstro que criam. Quanto mais tempo permanecerem cegos, mais dolorosa será a queda, afirma Roubini.

 

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