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28/03/2011 - 19h55

Mesmo com imposto, compras no exterior valem a pena, diz Fecomercio

Da Redação, em São Paulo

Mesmo com o aumento da alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas compras com cartão de crédito feitas no exterior, vale a pena continuar comprando produtos importados.

Calcule o IOF de suas compras no exterior com cartão de crédito

O governo aumentou de 2,38% para 6,38% o IOF o imposto nessas compras para tentar reduzir as importações.

Mas um mesmo item comprado no estrangeiro pode custar um terço do valor de um similar adquirido no Brasil, considerando-se a importação regular e com o pagamento de todas as taxas. O cálculo foi feito pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

Em um exemplo, a federação mostra que importar de forma regular um relógio para o Brasil de US$ 210 tem um custo final de R$ 746,60 para o consumidor, enquanto comprá-lo em um grande shopping de São Paulo sairia por R$ 2.600.

A conta para chegar aos R$ 746,60 considerou os seguintes elementos:

  • R$ 350,70 – custo do relógio (US$ 210)
  • R$ 22,37 – IOF (6,38%)
  • R$ 210,42 – Imposto de Importação de 60% (cobrado no ingresso do produto no país)
  • R$ 63,12 – ICMS (18% no Estado de São Paulo)
  • R$ 60,00 – Frete (DHL)
  • R$ 40,00 – Desembaraço alfandegário

A Fecomercio disse que os diferenciais de preços entre produtos vendidos no Brasil e no exterior são muito maiores do que os quatro pontos percentuais de aumento do IOF.

“A Fecomercio não duvida que, mesmo pagando mais impostos, o consumidor não deixará de importar”, disse em nota.

Governo deve adotar mais medidas

A entidade disse acreditar que o BC chegou à conclusão de que não vai conseguir reduzir rapidamente a inflação nem conter o consumo apenas elevando a taxa básica de juro.

Por isso, o governo deve acionar o canal de crédito e a frente tributária para reduzir as compras. A federação disse ter a percepção de que o pacote de restrições está apenas se abrindo.

Com base nos discursos das autoridades econômicas e na última ata do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC, a entidade espera novas medidas de restrição ao consumo interno e externo em breve.

Ampliar produção nacional

“A rigor, precisamos lutar por medidas que ampliem a capacidade de produção e o consumo, bem como o grau de competitividade de longo prazo, para não termos que adotar novas medidas esporádicas e pontuais”, alertou o diretor executivo da Fecomercio, Antonio Carlos Borges.

“O consumo internacional faz parte do livre comércio, mas certamente em condições mais próximas das ideais, mais consumidores poderão ter acesso, aqui mesmo no Brasil, a uma gama muito maior de produtos, nacionais e importados, nos nossos estabelecimentos, contanto que os preços estejam alinhados aos praticados internacionalmente”, acrescentou.

(Com informações do InfoMoney)

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