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09/05/2011 - 07h56

De porta em porta, aumenta venda de produtos eróticos por catálogo

Matheus Lombardi
Do UOL Economia, em São Paulo

Vibradores, vaginas a pilha, cremes, fantasias e lingeries sensuais estão cada vez mais sendo vendidos como um perfume da Avon, de porta em porta. A oferta de produtos eróticos que sempre foi feita de forma discreta em lojas especializadas, está invadindo as casas das consumidoras.

Nos últimos cinco anos, houve uma explosão no número de consultores que vendem esses produtos por meio de catálogos. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme), atuam no país cerca de 40 mil consultores. Em 2006, esse número não passava de 300 profissionais.

Os catálogos de brinquedinhos sensuais podem ser encontrados também nos salões de beleza. A grande rotatividade de pessoas e o clima de descontração facilitam as vendas nesse tipo de estabelecimento.

Para o empresário Rômulo Correa, que possui há sete anos uma distribuidora de artigos eróticos, muitos revendedores optam por essa solução para aumentar os lucros.

“Tem muita gente que deixa o catálogo nos cabeleireiros. Enquanto a mulher está sentada, dá uma olhada na revista e acaba se interessando por algum produto. Até as donas de salão pedem para as pessoas irem fazer reuniões para explicar qual a função de cada coisa”, disse.

Comprar um vibrador no cabeleireiro também fica mais fácil, porque muitas mulheres se sentem constrangidas de irem pessoalmente a uma sex shop.

Segundo Correa, no entanto, a maioria das vendas é feita nas casas e entre pessoas conhecidas.

A presidente da Abeme, Paula Aguiar, diz que há uma etiqueta da vendedora ambulante de produtos eróticos. "As consultoras precisam saber o que levar na casa das pessoas, porque tem gente que se ofende com determinados tipos de objetos, principalmente as próteses."

Ela também lembra que, em casas com crianças, o material não pode ficar à mostra.

Setor de artigos eróticos movimentou R$ 1 bilhão em 2010

O setor de artigos eróticos movimentou R$ 1 bilhão no ano passado, de acordo com a Abeme (incluindo casas de swing e motéis), registrando um crescimento de 17%.

Segundo Paula Aguiar, o mercado erótico segue as tendências de cosméticos e lingeries.

“Tem gente por todo o país vendendo artigos eróticos. Não são pessoas que vendem exclusivamente esse tipo de produto, mas elas ampliaram a variedade de ofertas para as clientes que antes compravam apenas cosméticos”, disse.

Apesar de a internet ainda concentrar a maior parte das vendas de produtos eróticos, o número de consultoras sexuais é o que mais cresce nesse mercado.

“As consultoras são cada vez mais bem treinadas e os catálogos têm uma variedade maior de produtos. O sucesso nesse tipo de negócio depende da visão empreendedora de cada um. Ainda temos muito espaço para crescer”, declarou.

De acordo com a Abeme, 90% das pessoas que vendem artigos eróticos são mulheres, assim como 90% dos clientes também.

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