Veja os principais destaques sobre a situação nos Estados Unidos e na Europa e entenda as consequências para o Brasil

O Brasil está mais maduro politicamente do que os Estado Unidos, e, por causa disso, a política aqui não está atrapalhando a economia. A avaliação foi feita pelo do ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante audiência no Senado nesta terça-feira.
Mantega culpou a radicalização entre oposição e governo nos EUA pelo agravamento da situação econômica global.
"A situação econômica dos EUA é melhor do que a da Europa, os bancos estão mais capitalizados lá. Mas estão batendo cabeça, fica um conflito político exacerbado entre os republicanos [oposição] e o governo. O político nesse caso está atrapalhando", afirmou Mantega.
"Aqui no Brasil isso não acontece. O conflito político acontece, faz parte da democracia, mas não tem sido levado a ponto de prejudicar o país. Do ponto de vista político, estamos mais maduros aqui no Brasil do que nos EUA.
Mantega citou como exemplo desse confronto prejudicial nos EUA o fato de a agência de avaliação de risco financeiro Standard and Poor's (S&P) reduziu no começo do mês a nota da dívida pública dos Estados Unidos, algo inédito na história. A qualificação do crédito americano passou de "AAA" para "AA+".
Isso significa que aumentou o risco de calote no país, que sempre foi considerado de total segurança. Quem investiu em títulos do governo americano correria algum risco de não receber seu dinheiro de volta, segundo a agência.
O ministro Guido Mantega foi convidado para falar hoje à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para comentar a crise econômica e o conjunto de medidas adotadas pelo governo para uma nova política industrial e de comércio exterior.
Há duas semanas, Mantega falou sobre o mesmo assunto na Câmara. Na ocasião, ele disse que que a piora da classificação de risco dos títulos de dívida dos Estados Unidos fará com que a economia global tenha problemas pelos próximos dois anos.
Mantega abriu o ciclo de debates sobre a crise internacional e suas repercussões na economia brasileira. No próximo dia 30, deve ser ouvido pela CAE o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
O ministro do Desenvolvimento é um dos coordenadores do Plano Brasil Maior, lançado recentemente pela presidente Dilma Rousseff com o objetivo de fortalecer a indústria, cuja participação na economia nacional tem-se reduzido nos últimos anos.
(Com informações da Agência Senado)
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