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  • Imagem: Josep Lago/AFP

05/02/2012 - 18h42

Líderes políticos da Grécia concordam sobre cortes de gastos; bancos pedem austeridade

Do UOL, em São Paulo*

Líderes de partidos políticos na Grécia concordaram com cortes de gastos estimados em 1,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, disse o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, em comunicado neste domingo, após conversas com os chefes dos partidos de sua coalizão. Isso inclui medidas como cortes de salários e custos não-trabalhistas para tornar a economia do país mais competitiva, disse ele.

O premiê confirmou que os líderes dos partidos irão se reunir novamente na segunda-feira para concluir as negociações das reformas necessárias para que segundo pacote de socorro à Grécia seja ratificado. Os credores da Grécia têm demandado cortes nos gastos estimados em cerca de 1% do PIB neste ano.

A 'troika' (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) "pede ainda mais austeridade, que o país é incapaz de suportar", declarou o líder da Nova Democracia (direita), Antonis Samaras, ao sair de uma reunião na casa do premier grego. O líder da extrema direita, Georges Karatzaferis, afirmou que ele "não quer contribuir com a explosão de uma revolução" aceitando medidas que, segundo a imprensa, implicarão um corte de 20% do salário mínimo mensal, atualmente de 750 euros.

Os líderes dos três partidos da coalizão governamental celebraram uma reunião na residência do primeiro-ministro, Lucas Papademos, que pede que eles assumam um compromisso público de aplicar as reformas impopulares exigidas pelos credores em troca de mais ajuda. a Giorgos Papandreou, Antonis Samaras e Georges Karatzaferis, respectivamente líderes do Partido Socialista, da Nova Democracia (direita) e do Laos (ultradireita), que salvem suas objeções às novas medidas de austeridade solicitadas pelos credores, apesar de que as já aplicadas não fizeram mais do que acentuar a recessão no país.

O governo grego negocia há semanas um programa de ajuste estrutural em troca de um empréstimo de pelo menos 130 bilhões de euros, que se somariam aos 110 bilhões de euros acertados em maio de 2010 para evitar a bancarrota do país. (*Com agências)

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