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07/03/2012 - 12h01

Brasil terá 118 milhões de pessoas na nova classe média em 2014, diz FGV

Fabíola Ortiz
Do UOL, no Rio de Janeiro

O Brasil terá 118 milhões de pessoas na nova classe média ao receber a Copa do Mundo, em 2014, segundo projeção da Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgada nesta quarta-feira (7). Hoje são 105, 5 milhões. Em 2003, havia 65,8 milhões.

Além disso, a população das classes A e B crescerá proporcionalmente mais do que a classe C: 29,3% ante 11,9% no período entre 2003 e 2014, indica o estudo. 

No futuro, "falaremos mais e mais da nova classe AB como falamos até agora da nova classe C", segundo a publicação.

O estudo "De Volta ao País do Futuro: Projeções, Crise Europeia e a Nova Classe Média Brasileira" foi coordenado pelo professor Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais (CPS/FGV) e avaliou dados de 2003 a 2014.

Mudança de classes

Considerando um período de dez anos, um total de 52,1 milhões de brasileiros subirão à classe C --até 2011, foram 40 milhões. Além disso, outros 15,7 milhões de brasileiros chegarão às classes A e B. 

Esse montante equivale a um total de 67,8 milhões de pessoas, número maior que a população do Reino Unido.

Crise não chegou ao bolso do brasileiro

A crise financeira não chegou ao bolso do brasileiro, segundo o estudo.

A pobreza segue caindo a um ritmo de 7,9% ao ano.

Em 2011, o Brasil reduziu a pobreza num ritmo três vezes mais rápido que o necessário para cumprir a meta do milênio da ONU, que propõe reduzir a pobreza pela metade em 25 anos.

Desigualdade em queda há 11 anos

A desigualdade segue em queda há 11 anos consecutivos, com uma queda de 1,5% ao ano, afirma o coordenador do estudo.

"Desde dezembro de 2000, a desigualdade cai ano após ano e continua caindo. Foi um período excepcional. Estamos no mínimo da deisgualdade brasileira em plena crise. Antes estávamos no podium, entre os três países mais desiguais", diz ele.

Segundo a pesquisa, os primeiros anos do início do novo milênio serão conhecidos "nos futuros livros de história brasileira como de redução da desigualdade, em contraste com os motivos da ocupação de ícones de riqueza americana e europeia".

Classes D e E tendem a diminuir

Já as classes D e E tendem a diminuir seu crescimento até 2014. O Brasil tinha, em 2003, 96,2 milhões de brasileiros nas classes D e E --sendo 50 milhões na classe E. A tendência até 2014 é que a população nas duas classes --D e E-- caia para 48,9 milhões.

Para se ter uma ideia, em comparação, no mesmo período o número de brasileiros na classe C crescerá 60,2%.

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