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12/04/2012 - 17h57

Procon diz que juros para empréstimo pessoal caíram em 4 bancos

Da Agência Brasil

São Paulo – A taxa média de juros para empréstimo pessoal caiu 0,09 ponto percentual em abril, ficando em 5,78% ao mês, segundo levantamento do Procon de São Paulo. O levantamento foi feito em sete bancos, e a redução foi registrada em quatro deles.

A maior queda nos juros de empréstimo pessoal ocorreu na Caixa Econômica Federal, que diminuiu a taxa de 5,4% ao mês para 4,9%. Feita no dia 3 de abril, a pesquisa avalia, sempre no início do mês, os valores em vigor no dia do levantamento.

Os outros três bancos que reduziram a taxa de empréstimo pessoal foram Banco do Brasil (de 5,23% para 5,2%), Bradesco (de 6,33% para 6,31%) e HSBC (de 5,99% para 5,93%).

JUROS COBRADOS PELOS BANCOS

INSTITUIÇÕES EMPRÉSTIMO PESSOAL
(MARÇO)
EMPRÉSTIMO PESSOAL
(ABRIL)
CHEQUE ESPECIAL
(MARÇO)
CHEQUE ESPECIAL
(ABRIL)
BANCO DO BRASIL 5,23% 5,20% 8,37% 8,31%
BRADESCO 6,33% 6,31% 8,93% 8,90%
CAIXA 5,40% 4,90% 8,25% 8,25%
HSBC 5,99% 5,93% 9,98% 9,98%
ITAÚ 6,76% 6,76% 8,95% 8,89%
SAFRA 5,40% 5,40% 12,30% 12,30%
SANTANDER 5,99% 5,99% 9,99% 9,99%
  • Fonte: Procon-SP

Três bancos reduziram juros de cheque especial

Para o cheque especial, a taxa média caiu 2 pontos percentuais e ficou em 9,52% ao mês em abril. A redução foi puxada por três bancos que diminuíram os juros cobrados para essa modalidade de crédito. As demais instituições mantiveram suas taxas. A maior queda percentual (0,72%) foi a do Banco do Brasil, que alterou a sua taxa de 8,37% para 8,31% ao mês.

Os outros bancos que fizeram reduções nas taxas do cheque especial foram Bradesco (de 8,93% para 8,9%) e Itaú (de 8,95% para 8,89%).

O Procon ressalta que, apesar de Caixa e Banco do Brasil terem anunciado a redução das taxas de juros das principais linhas de crédito para pessoas físicas, os efeitos dessas medidas no mercado só poderão ser avaliados no próximos meses.

"A tendência de queda dos juros, puxada pelo movimento dos bancos públicos, indica a preocupação do governo em estimular a competição entre as instituições financeiras, que pode levar a um aumento da oferta de crédito e redução das taxas de juros", destacou o órgão.

O momento também é propício, segundo o Procon, para que os consumidores negociem com os bancos descontos nos valores cobrados. "O cliente deve avaliar não só a taxa, mas toda a sua relação com a instituição e as demais tarifas do dia a dia. Talvez seja um bom momento para pressionar seu banco a oferecer taxas menores."

Os dados da pesquisa refletem taxas máximas prefixadas para clientes não preferenciais. Os números podem variar de agência para agência e de cliente para cliente.

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