Veja os principais destaques sobre a situação nos Estados Unidos e na Europa e entenda as consequências para o Brasil

Existe uma "real possibilidade" de que a Grécia decida deixar a zona do euro, o que teria "efeitos catastróficos" para o país, mas pouco impacto nos demais países da região, avalia o economista Ian Manners, do Departamento de Sociedade e Globalização da Universidade de Roskilde, na Dinamarca.
“A economia grega é relativamente pequena, representa 2% da economia da zona do euro, não necessariamente afetaria o bloco. Nos últimos 12 meses, muitos bancos e investidores rapidamente retiraram seus investimentos da Grécia”, disse.
Com as eleições inconclusivas do último domingo (6), aumentou o temor de que os gregos não cumpram o que prometeram em troca do socorro financeiro internacional, sendo obrigados a convocar novas eleições em junho, declarar moratória e até mesmo sair da zona do euro.
“É inteiramente possível que ocorra uma decisão unilateral de sair da zona do euro. Certamente há muitos gregos que gostariam que isso ocorresse", afirma. Porém, faz uma ressalva: "Há até alguns ortodoxos que pensam que a Grécia poderia fazer um intervalo do euro, consertar sua economia e depois voltar. É completamente inviável”.
A Grécia não tem outra saída para resgatar a sua economia a não ser cumprir a promessa de redução de gastos em troca da garantia de mais recursos internacionais, afirma o conselheiro do presidente da Comissão Europeia, João Marques de Almeida.
"A Grécia vai ter que decidir o seu destino. Se não quiser cumprir o acordo que assinou, terá que sofrer as consequências", afirmou.
A Grécia se comprometeu, entre outras coisas, a aplicar a partir de junho uma série de cortes adicionais de 11,5 bilhões de euros até 2015.
Para Almeida, a Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, "fará de tudo" para manter a Grécia no bloco. "Mas os gregos têm de fazer alguma coisa", discutiu ao destacar que, se quiserem sair da zona do euro, estarão por conta própria.
Os gregos foram às urnas para eleger novos membros do Poder Legislativo. A maioria da população estava insatisfeita com o governo interino do primeiro-ministro Lucas Papademos. O governo de Papademos adotou medidas de austeridade para receber um resgate financeiro e evitar o calote da dívida pública grega.
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