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31/05/2012 - 06h00

Compare outros investimentos com a poupança após queda de juros

Aiana Freitas
Do UOL, em São Paulo

Os cortes na taxa básica de juros (Selic) resultaram na modificação do cálculo de rendimento da poupança.

Segundo anúncio feito pelo governo federal no começo do mês, sempre que a Selic estiver em 8,5% ao ano ou menos, os depósitos realizados a partir de 4 de maio, em novas ou velhas poupanças, vão render 70% da própria Selic mais a TR (Taxa Referencial).

Para os depósitos feitos antes de 3 de maio deste ano, nada muda. Nesse caso, o rendimento continuará sendo o antigo, de 0,5% ao mês (ou 6,17% ao ano), mais a variação da TR.

Para especialistas em finanças pessoais, a poupança continua sendo interessante para os pequenos investidores. Quem tem mais dinheiro para aplicar, porém, pode optar outros tipos de investimento, mas precisa prestar atenção a fatores como a taxa de administração e a cobrança de Imposto de Renda.

VANTAGENS E DESVANTAGENS DE CADA TIPO DE INVESTIMENTO

POUPANÇA

  • Vantagens
    Mesmo com a mudança nas regras de rendimento (que só valem para depósitos feitos depois de 4 de maio), a poupança permanece interessante para a maior parte dos investidores: aqueles que têm até R$ 10 mil aplicados, diz o professor do Insper Ricardo Humberto Rocha. Além de não ter taxa de administração, não sofre incidência de Imposto de Renda.
  • Desvantagens
    Com a Selic a 8,5% ao ano, o rendimento dos depósitos feitos depois de 4 de maio está mais baixo, de cerca de 0,48% ao mês. Outros tipos de investimento podem render mais, como o Tesouro Direto e os fundos de renda fixa (nesse caso, é preciso investir por mais tempo, para pagar menos Imposto de Renda, e um valor maior, para ter acesso a uma taxa de administração inferior a 1%).

FUNDOS DE RENDA FIXA

  • Vantagens
    Os fundos de renda fixa são vantajosos para aplicações feitas por períodos mais longos, porque isso reduz o Imposto de Renda pago, e para investimentos de maior valor, porque isso representa uma taxa de administração menor. No geral, são mais interessantes do que a poupança quando a taxa de administração é menor de 1% e o prazo e aplicação, superior a um ano.
  • Desvantagens
    Apesar de os bancos terem reduzido as taxas de administração de alguns fundos, na média elas ainda estão altas. Segundo o vice-presidente da Anefac, Miguel de Oliveira, uma aplicação de seis meses em um fundo com taxa de administração de 1% ao ano rende cerca de 0,47% ao mês –menos, portanto, do que a "nova poupança".

CDB

  • Vantagens
    Podem ser uma boa opção para quem vai deixar o dinheiro aplicado por mais de um ano, segundo o professor do Insper Ricardo Humberto Rocha. "Os bancos médios já estão pagando, pelo CDB, 100% da variação do CDI", diz. A variação do CDI é determinada pela Selic.
  • Desvantagens
    Dependendo do rendimento do CDI, é melhor aplicar no Tesouro Direto ou na própria poupança. Segundo cálculos do economista Samy Dana, autor do Blog do Samy, o CDB só é mais interessante do que o Tesouro Direto se tiver rendimento superior a 94% do CDI.

TESOURO DIRETO

  • Vantagens
    Segundo análise de Samy Dana, o Tesouro Direto se mantém mais vantajoso do que a poupança, independentemente do período de investimento. Mas, considerando a alíquota regressiva do Imposto de Renda (paga-se menos se o prazo for maior), a aplicação ganha ainda mais da poupança se o dinheiro ficar aplicado mais tempo.
  • Desvantagens
    Além do Imposto de Renda, os investimentos no Tesouro Direto estão sujeitos a três taxas: de negociação, de 0,1% (paga uma única vez no momento da compra); taxa de custódia, de 0,3% ao ano, e taxa de corretagem, que varia de corretora para corretora (nas principais corretoras essa taxa é zero). É preciso, assim, pesquisar as taxas cobradas.

 

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