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Crise econômica

Veja os principais destaques sobre a situação nos Estados Unidos e na Europa e entenda as consequências para o Brasil

  • Imagem: Josep Lago/AFP

17/06/2012 - 13h00

Líderes do G20 vão ao México; crise na Europa deve dominar debates

Do UOL, em São Paulo

Líderes das vinte principais economias do mundo --incluindo a presidente Dilma Rousseff-- viajam ao México para a cúpula do G20, que acontece na cidade de Los Cabos, nesta segunda (18) e terça-feira (19). A crise da dívida na zona do euro deve dominar as discussões.

A reunião será logo após a eleição da Grécia neste domingo, evento que pode determinar se o país continua ou não na zona do euro.

O QUE É E QUEM FAZ PARTE DO G20
O G20 foi criado em 1999, após crises financeiras na Ásia, na Rússia e na América Latina. Reúne os países ricos do G7 -EUA, Japão e Alemanha, entre eles- mas também países emergentes, como Brasil, China e Índia

África do Sul Alemanha Arábia Saudita Argentina
Austrália Brasil Canadá China
Coreia EUA França Índia
Indonésia Itália Japão México
Reino Unido Rússia Turquia U. Europeia

O governo brasileiro deve defender o estímulo ao crescimento, e não a austeridade, como a resposta mais adequada à crise global.

Esse debate tem ganhado corpo na própria Europa, devendo ocorrer o mesmo no G20. A resistência mais forte deve vir da Alemanha.

A concentração de esforços dos países europeus em medidas de consolidação fiscal tem minado a própria austeridade, ao deprimir ainda mais as economias que já estavam em dificuldades, disse uma fonte do governo brasileiro que acompanha de perto as negociações do G20.

Brics dão dinheiro ao FMI e querem mais espaço

Outro assunto que deve estar na pauta é o progresso feito no levantamento de novos recursos para o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em abril, os países do G20 concordaram em reforçar o caixa do Fundo em US$ 430 bilhões, para ampliar a muralha anticrise da instituição multilateral. O porta-voz do FMI Gerry Rice negou que haja retrocessos ou atrasos de alguns doadores para atingir as promessas.

Os países dos Brics --Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul-- pleiteiam, em troca dos recursos, maior participação no comando do FMI. Os emergentes encontram forte resistência dos países que podem perder espaço nas decisões do FMI e do Banco Mundial.

Na segunda-feira (18), antes da reunião do G20, Dilma deve se reunir com os outros líderes dos Brics para discutir detalhes desse empréstimo, e é possível que seja definido o valor que cada país vai aportar ao FMI.

No caso do Brasil, a quantia de US$ 10 bilhões --a mesma do aporte feito pelo país em 2009-- é um ponto de partida, mas nada está decidido por enquanto.

Dilma terá reunião com premiê espanhol

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, terá uma reunião bilateral com a presidente Dilma em paralelo à cúpula do G20. Em sua primeira presença numa reunião do bloco, Rajoy também terá encontros bilaterais com os chefes de Estado da China, Hu Jintao, e da Rússia, Vladimir Putin.

O chefe de governo espanhol estará no México acompanhado do ministro de Economia espanhol, Luis de Guindos.

(Com informações de Efe, Reuters e Valor)

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