Veja os principais destaques sobre a situação nos Estados Unidos e na Europa e entenda as consequências para o Brasil

A conta de luz do brasileiro vai ficar 16,2% mais barata, em média, no início de 2013. As indústrias também vão pagar menos: uma redução de até 28%. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (6) pela presidente Dilma Rousseff, durante o pronunciamento nacional em rede de rádio e televisão por ocasião do Dia da Independência, em horário nobre, no intervalo da novela "Avenida Brasil", da TV Globo.
O detalhamento do plano, porém, que inclui redução de encargos e a renovação das concessões que vencem a partir de 2015, ocorrerá somente na próxima terça-feira (11), disse Dilma. "Na próxima terça-feira, vamos anunciar a mais forte redução de energia elétrica feita neste país", afirmou a presidente.
Dilma falou sobre as medidas que o governo vem adotando para fortalecer a economia e combater os efeitos da crise.
O objetivo do corte na conta de luz é ajudar a economia a ser mais competitiva. "Isso significa baixar custos de produção e preços de produtos para gerar renda e emprego."
Segundo ela, a redução dos gastos com energia apoiará o crescimento. "São bases concretas para sermos um dos países com melhor infraestrutura e menor custo."
Para Dilma, o "Brasil criou modelo de desenvolvimento inédito. Nem mesmo a maior crise financeira da história conseguiu nos abalar fortemente."
A presidente afirmou que a economia brasileira teve uma queda "temporária", mas vai melhorar, "Tivemos uma redução temporária no índice de crescimentos, mas temos condições objetivos para novo salto."
A presidente disse que o país está bem e vai melhorar mais. "O Brasil, depois de tirar 40 milhões da pobreza e se transformar na sexta maior economia do mundo, prepara-se para dar novo salto, num momento em que o mundo se debate num mar de incertezas.
A intenção do governo é conseguir as reduções na conta de luz com a eliminação de encargos como a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e Reserva Global de Reversão (RGR).
Além da eliminação dos encargos, contribuirá ainda para uma redução maior dos preços, principalmente da indústria, a renovação das concessões de usinas e linhas e transmissão, cujos contratos vencem a partir de 2015.
O governo vai mudar a lei atual para permitir a renovação das concessões, desde que as empresas aceitem retirar das tarifas o repasse dos investimentos já amortizados.
A ideia, inclusive, seria antecipar os efeitos da renovação para 2013, em vez de esperar os contratos vencerem em 2015 para que o benefício seja sentido pelos consumidores.
O plano geral de reduzir as tarifas com encargos menores e renovação das concessões foi anunciado pelo diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Nelson Hubner.
A redução do custo da energia é um dos principais pedidos do setor industrial brasileiro para a melhora da competitividade do país. O setor está sofrendo com a crise internacional, e vem sendo foco de preocupação tanto do governo quanto do mercado, sendo apontado como o principal empecilho para uma retomada mais forte da economia.
(Com informações da Reuters)
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