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19/09/2006 - 07h44

PANORAMA1-Inflação e moradia nos EUA preparam ânimo para Fed

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 19 de setembro (Reuters) - Dois relatórios nesta terça-feira darão mais munição a investidores preocupados com o ritmo da economia norte-americana depois das 17 elevações do juro, que foram interrompidas no mês passado.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) mostrará se a inflação está de fato sob controle, como espera o Federal Reserve. A previsão é de que o indicador cheio tenha avançado 0,2 por cento, assim como o núcleo. Em agosto, o índice subiu 0,1 por cento e o núcleo recuou 0,3 por cento.

O relatório de construção de novas moradias e alvarás pode atrair ainda mais atenção. O temor é de que uma desaceleração brusca do setor imobiliário provoque um "pouso forçado" da economia. A confiança dos construtores está no menor nível em mais de 15 anos, segundo pesquisa divulgada na véspera.

A projeção é de que as construções recuem para uma taxa anualizada de 1,750 milhão em agosto, depois de queda acima do esperado em julho. Para os alvarás, a estimativa é de 1,745 milhão após ter, na leitura anterior, a maior queda mensal desde setembro de 1999.

"O PPI terá impacto limitado no mercado porque o Fed liga mais para o que o comprador final paga", ponderou Mary Ann Hurley, operadora sênior de Treasuries da corretora D.A Davidson.

Na semana passada, o governo informou que os preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiram em linha com o esperado.

Na quarta-feira, o Fed anuncia sua decisão sobre o juro. O mercado aposta em manutenção da taxa em 5,25 por cento ao ano, mas espera que o comunicado emitido junto com a decisão clareie o cenário à frente.

Entre as empresas, a maior fabricante de softwares de banco de dados do mundo, a Oracle <ORCL.O>, divulga o resultado trimestral após o fechamento do mercado.

Para ler a agenda do dia, clique [nN18372053]

Veja como encerraram os principais mercados na segunda-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 2,147 reais, com declínio de 0,28 por cento. O volume de negócios no segmento interbancário ficou em 1,91 bilhão de dólares.

BOLSA <.BVSP>

A Bovespa encerrou em alta de 0,86 por cento, a 36.482 pontos. O volume financeiro foi de 2,231 bilhões de reais, já contabilizado o exercício de opções.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros subiu 1,5 por cento, a 19.016 pontos. Os principais destaques ficaram com Petrobras <PBR.N>, em alta de 3,99 por cento, e Companhia Siderúrgica Nacional <SID.N>, com avanço de 3,38 por cento.

JUROS <0#2DIJ:>

Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) recuaram na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2007 cedeu de 13,82 para 13,81 por cento. O DI janeiro de 2008 passou de 13,62 a 13,58 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subiu para 130,2 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 6,48 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil recuava 2 pontos, para 218 pontos-básicos. O EMBI+ cedia 1 ponto, a 191 pontos-básicos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, caía levemente e o rendimento subia a 4,81 por cento, ante 4,80 por cento no final da sexta-feira.

(Reportagem adicional de John Parry, em Nova York, e Nathália Ferreira, em São Paulo)

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