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29/09/2006 - 07h42

Pregão pré-eleições traz novos dados sobre EUA

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 29 de setembro (Reuters) - Investidores podem optar pela cautela no último pregão antes das eleições, apesar da avaliação de que a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate da TV Globo na quinta-feira não deve mudar o cenário que as pesquisas de intenção de voto apontam.

Sem indicadores de destaque no Brasil nesta sexta-feira, não faltará atenção para os Estados Unidos, onde será divulgado o núcleo do PCE --índice de gastos com consumo pessoal bastante acompanhado pelo Federal Reserve. Economistas esperam que o indicador tenha subido 0,2 por cento em agosto, após 0,1 por cento em julho.

Medidas recentes de inflação têm ficado acima da zona de conforto do banco central norte-americano, de entre 1 e 2 por cento, mas o presidente do Fed de Kansas, Thomas Hoenig, disse nesta semana que a desaceleração da economia deve ajudar a conter os preços nos próximos meses.

Também nesta sexta-feira serão divulgados os relatórios de atividade do Meio-Oeste, que deve ter recuado, mas se mantido em expansão. O dado segue um relatório que mostrou atividade fraca no Meio-Atlântico dos EUA.

Ainda pela manhã sai a leitura final da confiança do consumidor em setembro medida pela Universidade de Michigan.

Uma semana de muitos comentários de integrantes do Fed se encerra com o presidente do Fed de St. Louis, William Poole, e o presidente do Fed de Chicago, Michael Moskow. Ambos, entretanto, não votam no Comitê Federal de Mercado Aberto.

No câmbio, que acumula ganho de 1,26 por cento em setembro, a movimentação das tesourarias para a formação da última Ptax do mês pode deixar o mercado volátil. A taxa servirá de base para a liquidação de contratos futuros e para o vencimento de cerca de 1,6 bilhão de dólares em swap cambial reverso.

No mercado acionário, o Ibovespa <.BVSP> também apresenta fraca oscilação este mês: alta de 0,7 por cento.

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Veja como encerraram os principais mercados na quinta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 2,172 reais, com queda de 0,69 por cento. O volume de negócios no segmento interbancário ficou em 1,55 bilhão de dólares.

BOLSA <.BVSP>

A Bovespa encerrou em alta de 1,05 por cento, a 36.486 pontos. O volume financeiro foi de 2,153 bilhões de reais. As ações da Petrobras <PETR4.SA> subiram 1,25 por cento.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros subiu 1,44 por cento, a 18.749 pontos. Os principais destaques ficaram com Vivo <VIV.N>, com alta de 7,48 por cento, e Cemig <CIG.N>, que avançou 4,30 por cento.

JUROS <0#2DIJ:>

Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) fecharam sem tendência comum na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI novembro de 2006 permaneceu em 13,97 por cento, enquanto o DI janeiro de 2007 declinou de 13,75 a 13,74 por cento. O DI janeiro de 2008 recuou de 13,65 a 13,64 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, avançava para 130,125 por cento do valor de face no fim da tarde, oferecendo rendimento de 6,48 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil recuava 7 pontos, para 233 pontos-básicos. O EMBI+ cedia 4 pontos, a 206 pontos-básicos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, caía e o rendimento subia a 4,616 por cento, ante 4,60 por cento no final da quarta-feira.

(Com reportagem adicional de Nathália Ferreira)

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