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02/10/2006 - 17h56

PANORAMA2-Segundo turno anima, mas mercado mantém olhar lá fora

Por Nathália Ferreira

SÃO PAULO, 2 de outubro (Reuters) - A definição de um segundo turno nas eleições presidenciais animou os mercados brasileiros nesta segunda-feira, impulsionando a Bolsa de Valores de São Paulo em mais de 1,5 por cento e derrubando o dólar.

Ainda que haja o receio de que a disputa até 29 de outubro seja mais acirrada, os investidores aproveitaram o dia seguinte do pleito para apostar nos ativos domésticos.

Os títulos da dívida externa brasileira também tiveram desempenho positivo, e o risco Brasil recuou. O analista John Welch, do Lehman Brothers, recomendou nesta manhã a compra de ativos brasileiros em patamar baixo depois do resultado da votação.

"Agora o pessoal vai ter tempo de analisar propostas, Lula vai ter que participar de debates e vamos ver quem tem mais apoio", comentou Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy.

A possibilidade de Geraldo Alckmin (PSDB) derrotar o presidente-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno agrada os investidores, disseram analistas, que acreditam que o tucano teria menos problemas de governabilidade.

Outro fator positivo no dia foi o desempenho da balança comercial em setembro. Mesmo com redução do superávit comercial para 4,428 bilhões de dólares no mês passado, foi o terceiro melhor resultado do ano.

Apesar do otimismo interno, os investidores mantiveram um olhar cauteloso no cenário internacional. As bolsas de valores norte-americanas fecharam em baixa, derrubadas por papéis de tecnologia.

Dados desta manhã mostraram que a expansão do setor manufatureiro dos Estados Unidos perdeu força em setembro, enquanto os gastos com construção subiram em agosto.

Na contramão dos ativos brasileiros, as ações da Gol <GOLL4.SA> perderam 1,85 por cento nesta segunda-feira, o primeiro pregão depois do acidente com o Boeing 737-800 em que morreram 155 pessoas.

Veja como encerraram os principais mercados nesta segunda-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 2,158 reais, com queda de 0,60 por cento. O volume de negócios no segmento interbancário ficou em 1,29 bilhão de dólares.

BOLSA <.BVSP>

A Bovespa encerrou em alta de 1,67 por cento, a 37.057 pontos. O volume financeiro foi de 2,351 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros subiu 1,17 por cento, a 18.961 pontos. Os principais destaques ficaram com Tele Norte Leste <TNE.N>, com alta de 4,01 por cento, e Brasil Telecom <BRP.N>, que subiu 3,49 por cento.

JUROS <0#2DIJ:>

Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) recuaram na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2007 cedeu de 13,74 para 13,71 por cento. O DI janeiro de 2008 passou de 13,60 para 13,48 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, avançava para 130,500 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 6,431 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil recuava 2 pontos, para 231 pontos-básicos. O EMBI+ cedia 1 ponto, a 208 pontos-básicos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia e o rendimento caía a 4,609 por cento, ante 4,63 por cento no final da sexta-feira.

(Com reportagem adicional de Juliana Siqueira)

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