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10/01/2007 - 07h49

PANORAMA1-Commodities e Venezuela seguem no radar do mercado

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 10 de janeiro (Reuters) - A quarta-feira conta novamente com poucos indicadores econômicos de peso e, com isso, os investidores devem continuar acompanhando as cotações das commodities no mercado internacional e a situação na Venezuela.

Na terça-feira, o petróleo chegou a cair ao menor nível desde junho de 2005, mas recuperou-se ligeiramente no fechamento. Durante a madrugada desta quarta-feira, o barril da commodity manteve-se estável, na expectativa sobre os dados dos estoques nos Estados Unidos, que serão divulgados nesta quarta-feira.

Na Venezuela, o anúncio de nacionalização nos setores de energia e telecomunicações gerou realização de lucros em diversos mercados da região. A bolsa de Caracas despencou 19 por cento.

No Brasil, os investidores irão acompanhar ainda a inflação de 2006 pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI). A expectativa de analistas ouvidos pela Reuters é de que a taxa seja a quarta menor da série histórica do indicador.

Balança comercial e estoques no atacado em novembro recheiam a agenda econômica dos Estados Unidos.

O mercado também terá os primeiros resultados do quarto trimestre para digerir. Aqui, a Aracruz <ARCZ4.SA> abre a temporada pela manhã. Nos EUA, a Alcoa <AA.N>, maior produtora da alumínio do mundo, anunciou na noite passada os maiores lucro e receita de sua história, fazendo as ações subirem para 29,77 dólares durante o pregão eletrônico, depois de terem fechado a 28,52 dólares durante o pregão regular da bolsa de Nova York.

Além disso, o presidente do Federal Reserve de Chicago, Michael Moskow, fala sobre perspectivas econômicas. Ele é membro votante este ano e analistas esperam que confirme a expectativa de que o juro norte-americano será mantido em 5,25 por cento por mais tempo.

"(Os discursos) podem indicar qual é a impressão do Fed nos últimos dias", escreveu em relatório Kevin Giddis, diretor-gerente de renda fixa do Morgan Keegan & Company em Memphis, Tennessee.

Para ler a agenda do dia, clique [nN09483795]

Veja como encerraram os principais mercados na terça-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 2,150 reais, com variação negativa de 0,05 por cento. O volume de negócios no segmento interbancário ficou em 2,64 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

A Bovespa encerrou em baixa de 1,92 por cento, a 42.006 pontos. O volume financeiro foi de quase 4,2 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros caiu 2,25 por cento, aos 21.277 pontos. O destaque ficou com os ADRs da Petrobras <PBR.N>, em queda de 2,6 por cento, e do Pão de Açúcar <CBD.N>, em baixa de 3,98 por cento.

JUROS <0#2DIJ:>

Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) de prazos mais curtos recuaram na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI fevereiro de 2007 recuou a 13,05 por cento, enquanto o DI janeiro de 2008 cedeu a 12,45 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, recuava para 132,4 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 6,095 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil subia 1 ponto, para 198 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 178 pontos-básicos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, mostrava estabilidade, com rendimento de 4,66 por cento.

(Reportagem adicional de Nathália Ferreira)

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