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05/02/2007 - 07h44

Agenda dos EUA esfria e indústria no Brasil é destaque

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 5 de fevereiro (Reuters) - Depois de uma semana agitada nos Estados Unidos, a agenda econômica esfria, dando destaque para dados no Brasil que mostrarão como andam a inflação e a atividade industrial.

A semana abre com a divulgação da produção industrial, que deve mostrar desaceleração no ano passado. A média e a mediana das previsões de 10 economistas apontaram expansão de 2,9% em 2006, frente ao avanço de 3,1% de 2005.

A sondagem mostrou ainda que, para dezembro, os analistas estimam queda de 0,38% na atividade industrial ante novembro.

A divulgação de uma série de dados de inflação também recheia a semana e o mais importante é o IPCA de janeiro, que sai na sexta-feira. Os índices devem ajudar o mercado na formação de apostas sobre a política monetária após o Banco Central ter reduzido, em janeiro, o ritmo de corte da Selic.

Pesquisa com seis analistas na quinta-feira, após a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), mostrou que cinco acreditam que serão realizados apenas cortes de 0,25 ponto percentual ao longo do ano.

Os principais eventos no exterior serão o discurso do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, em uma câmara de comércio na terça-feira, e a reunião dos ministros de Finanças do G7, que começa na sexta e deve contar com a participação do ministro Guido Mantega. Antes disso, Banco Central Europeu (BCE) e a Grã-Bretanha redefinem seus juros.

A agenda de resultados corporativos da semana terá empresas como Cisco e Walt Disney nos EUA, e Gerdau , Vivo e Braskem no Brasil.

Aqui, o mercado também vai monitorar uma série de ofertas de ações. Iguatemi, Embraer , Suzano e São Martinho serão precificados esta semana.


Veja como encerraram os principais mercados na sexta-feira:

CÂMBIO

O dólar terminou a R$ 2,106, com ganho de 0,19%. O volume de negócios no segmento interbancário ficou em US$ 2,3 bilhões.

BOLSA

A Bovespa encerrou em alta de 0,41%, a 44.997 pontos. O volume financeiro foi de R$ 3 bilhões.

ADRs BRASILEIROS

O índice de principais ADRs brasileiros registrava oscilação negativa de 0,06%, aos 22.948 pontos.

JUROS

Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) apresentaram tendência mista na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2008 avançou a 12,38%, enquanto o DI janeiro de 2009 caiu para 12,23%.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 132,2% do valor de face, oferecendo rendimento de 6,10% ao ano.

RISCO-PAÍS

No final da tarde, o risco Brasil recuava dois pontos, para 181 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 164 pontos-básicos.

TREASURIES DE DEZ ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de dez anos, referência do mercado, avançava e o rendimento caía a 4,83%, ante 4,84% no final da quinta-feira.

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