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28/02/2007 - 13h01

Mercados financeiros ensaiam recuperação, mas tom é de cautela

Por Nathália Ferreira

SÃO PAULO (Reuters) - Os mercados financeiros esboçavam uma recuperação nesta quarta-feira, após o tombo registrado na véspera por temores de desaquecimento nos Estados Unidos e na China. Apesar da melhora, os investidores ainda demonstram cautela.

"A China já deu uma aliviada, significa que é um processo de realização (de lucros) pura, de menor prazo, porque a realização 'não pura' tem algum fator macroeconômico de médio e longo prazos", comentou Jason Vieira, economista-chefe da Máxima DTVM.

"O problema é quanto vai durar, pode ser ontem e hoje, pode durar mais."

Na China, a bolsa de Xangai avançou quase 4 por cento, recuperando-se parcialmente do declínio de 9 por cento no pregão anterior. Na Europa, a manhã ainda foi de perdas no mercado acionário, mas em Wall Street o ânimo começava a ser retomado, com Dow Jones e Nasdaq em alta de quase 1 por cento.

Na esteira desse desempenho, a Bolsa de Valores de São Paulo subia também 1,0 por cento enquanto o dólar recuava levemente, para 2,119 reais. Já na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os juros voltaram a subir.

Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro e sócio da gestora Quest, também acredita que os mercados devem voltar ao normal aos poucos, "porque a economia mundial está muito bem".

Para ele, a deterioração da véspera se caracterizou como um mal-estar de um mercado "que aumentou as apostas, os riscos, a euforia".

A agenda econômica cheia do dia e o fato de ser o último pregão do mês dificultam o processo de recuperação. Entre os dados mais importantes, saíram os números de crescimento no Brasil e nos Estados Unidos em 2006.

A economia brasileira cresceu 2,9 por cento no ano passado, levemente acima do esperado por economistas consultados pela Reuters, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A maior economia mundial se expandiu 2,2 por cento no quarto trimestre e 3,3 por cento em 2006. O crescimento dos últimos três meses do ano passado foi menor que o esperado.

(Com reportagem adicional de Juliana Siqueira e Renata de Freitas)

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