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01/03/2007 - 13h44

Alta do iene mostra vulnerabilidade dos mercados emergentes

Por Daniel Bases

LONDRES, 1o de março (Reuters) - O medo de que a lucrativa janela dos carry trades seja fechada aumentou nesta quinta-feira após uma forte alta do iene, levando os investidores a um movimento de venda generalizada nos mercados emergentes.

Na terça-feira, a maior queda em uma década nas ações chinesas provocou um movimento de vendas no mercado global. O aumento da retórica entre o Irã e o Ocidente também afetou o cenário, já que gerava preocupações sobre um conflito armado.

"As pessoas estão desmontando posições e estes mercados estão sofrendo mais", disse Shanat Patel, estrategista global de mercados emergentes na Nomura International, em Londres.

No carry trade, os investidores obtêm empréstimos baratos em iene para financiar aplicações em mercados emergentes de alto rendimento. A taxa de juro do Japão aumentou em fevereiro, diminuido os lucros com a operação, mas ainda é de apenas 0,5 por cento.

"Março será um mês difícil. Estamos em uma correção cíclica, que pode durar mais que um dia ou dois, especialmente por termos vindo de uma baixa volatilidade para uma volatilidade extremamente alta", disse Patel.

O índice VIX <.VIX>, que mede a volatilidade do mercado acionário, atingiu o maior valor em 7 meses na terça-feira, refletindo o aumento da aversão ao risco. O índice abriu em alta de 19 por cento nesta quinta-feira.

A busca por investimentos mais seguros elevou o preço dos Treasuries de 10 anos em meio ponto, oferecendo rendimento de 4,513 por cento. Tanto do Dow Jones <.DJI> quanto o S&P 500 <.SPX> abriram em forte baixa.

DEMANDA POR IENE

O principal diplomata financeiro do Japão, Hiroshi Watanabe, pediu aos investidores nesta quinta-feira em Londres que reconheçam o risco da forte alavancagem em carry trades.

O iene ampliou a alta na quinta-feira, atingindo o pico em 3 semanas contra o euro e de 10 semanas contra o dólar, à medida que os investidores reduziam suas posições mais arriscadas, criando uma pressão de demanda pela moeda japonesa.

O índice EMBI+ <11EMJ>, elaborado pelo JP Morgan, exibia um aumento de 1 ponto-básico, para 185 pontos, mas chegou a encostar nos 190 pontos mais cedo.

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