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05/03/2007 - 08h20

Pistas sobre saúde dos EUA e Copom recheiam agenda

Por Daniela Machado

SÃO PAULO, 5 de março (Reuters) - A decisão sobre o juro básico brasileiro e indicadores sobre o mercado de empréstimos imobiliários nos Estados Unidos catalisam a atenção dos investidores na semana.

O mercado também aguardam a reunião anual do Congresso chinês, pelo temor de que o governo adote medidas para conter a especulação e esfriar a economia.

No Brasil, economistas não esperam que a turbulência nos mercados mundiais mude a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e mantém a aposta em corte de 0,25 ponto, colocando a Selic em 12,75 por cento ano ano.

Pesquisa da Reuters mostrou que todos os 18 economistas ouvidos esperam a manutenção desse ritmo de corte.

Alguns analistas ponderam que a perspectiva para o juro só deve ser alterada caso o ajuste dos mercados se prolongue.

Na semana passada, as bolsas tiveram o pior desempenho desde os atentados de 11 de setembro de 2001, com receio de desaquecimento nos Estados Unidos e no Japão.

O comportamento dos mercados acionários na Ásia e na Europa nesta segunda-feira não indica uma mudança de rumo. As principais bolsas da Ásia fecharam a segunda-feira em queda, o que levou os mercados europeus a abrirem a sessão na mesma direção.

Outros focos de preocupação são o mercado de empréstimos imobiliários norte-americano, principalmente na categoria "subprime", e o desmonte de operações conhecidas como carry trade.

"Por enquanto, nós recomendamos posições leves em ativos daAmérica Latina até que a profundidade da correção (nos mercados) fice mais clara", escreveram os economistas do BNP Paribas em relatório.

Mas o banco mantém a visão de que a região está melhor posicionada para lidar com uma desaceleração do crescimento nos EUA.

Para ler a agenda do dia, clique [nN02443514]

Veja como encerraram os principais mercados nesta sexta-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 2,132 reais, com alta de 0,61 por cento. O volume de negócios no segmento interbancário ficou em 2,56 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

A Bovespa encerrou em queda de 2,64 por cento, a 42.369 pontos. O volume financeiro foi de 4,48 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros recuaram 2,72 por cento, a 20.962 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) mais curtos caíram e os mais longos subiram na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2008 recuou a 12,11 por cento, enquanto o DI janeiro de 2009 ficou subiu a 12,09 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, caía para 133,125 por cento do valor de face no fim da tarde, oferecendo rendimento de 5,95 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil subia 8 pontos, para 203 pontos-básicos. O EMBI+ estava em 193 pontos-básicos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, avançava e o rendimento cedia a 4,51 por cento, ante 4,55 por cento no final da quinta-feira.

(Reportagem adicional de Nathália Ferreira, Juliana Siqueira e Silvio Cascione)

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