UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

13/03/2007 - 18h20

PANORAMA2-Setor imobiliário dos EUA segue no foco e bolsas caem

Por Nathália Ferreira

SÃO PAULO, 13 de março (Reuters) - A preocupação com o setor de empréstimos imobiliários subprime dos Estados Unidos tem aumentado entre os investidores e fez as bolsas de valores mundiais fecharem em baixa expressiva nesta terça-feira.

Alinhados aos mercados externos, a Bolsa de Valores de São Paulo recuou 3,39 por cento e o dólar subiu, voltando para o patamar de 2,10 reais.

O receio com o setor de empréstimos imobiliários para pessoas com histórico ruim de crédito dos EUA está relacionado ao aumento da inadimplência.

Nesta manhã, a Associação de Bancos de Financiamento Imobiliário informou que os pagamentos em atraso e as execuções hipotecárias nos EUA aumentaram no quarto trimestre, especialmente por conta do setor subprime.

A New Century Financial <NEW.N>, uma das principais financeiras de crédito imobiliário subprime, informou que está sendo investigada pela Securities and Exchange Comission (SEC) e a Bolsa de Nova York disse pela manhã que as negociações com a ação da empresa deveriam ser suspensas imediatamente.

O presidente-executivo da Countrywide Financial <CFC.N>, a maior casa de hipotecas nos EUA, disse que o setor está entrando em "uma crise de liquidez" e "pode ficar pior".

Somaram-se aos temores dos investidores os dados de vendas no varejo dos EUA abaixo do esperado. Com isso, as bolsas norte-americanas recuaram mais de 1 por cento e levaram na esteira os mercados acionários na Europa e a Bovespa.

O dólar retomou o patamar que não via há duas sessões --desde que as turbulências nos mercados mundiais tinham diminuído. O câmbio doméstico, porém, tem conseguido resistir a valorizações acentuadas já que os fundamentos econômicos brasileiros ainda são positivos.

"Dos mercados mundiais, o que mais assimilou essa crise foi o brasileiro, que continua atraindo o investidor estrangeiro", comentou Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio da corretora Action. "Os fundamentos econômicos são sólidos... os juros internos proporcionam arbitragem interessante."

Veja como encerraram os principais mercados nesta terça-feira:

CÂMBIO <BRBY>

O dólar terminou a 2,104 reais, com avanço de 0,77 por cento. O volume de negócios no segmento interbancário ficou em 2,62 bilhões de dólares.

BOLSA <.BVSP>

A Bovespa encerrou em queda de 3,39 por cento, a 42.749 pontos, maior recuo desde 27 de fevereiro. O volume financeiro foi de 3,98 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS <.BR20>

O índice de principais ADRs brasileiros cedeu 3,94 por cento, aos 21.389 pontos. O destaque ficou com Brasken <BAK.N>, que caiu 5,99 por cento.

JUROS <0#2DIJ:>

Os contratos de depósito interfinanceiro (DI) subiram na Bolsa de Mercadorias & Futuros. O DI janeiro de 2008 avançou para 12,03 por cento, enquanto o DI janeiro de 2009 passou para 11,88 por cento.

GLOBAL 40 <BRAGLB40=RR>

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, estava em queda, a 133,7 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 5,87 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

No final da tarde, o risco Brasil estava em 198 pontos-básicos, estável. O EMBI+, também estável, estava em 188 pontos-básicos.

TREASURIES DE 10 ANOS <US10YT=RR>

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia e o rendimento recuava a 4,49 por cento, ante 4,56 por cento no final da segunda-feira.

(Reportagem adicional de Juliana Siqueira)

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host